Archive | September, 2013

Jardins secretos

13 Sep

jardins recortado SEste ano reencontrei o Parque do Monteiro-Mor. Ao fim de uma manhã de primavera. E a partir desse dia, já lá voltei várias vezes.

Fiz as fotografias no verão, numa dessas visitas. Na altura estava com uma amiga que se imaginava com vestidos de princesa a passear-se pelo Palácio e jardins (Monteiro-Mor), pelo que ainda nos divertimos como crianças a brincar ao faz de conta.

traje 2 recortada S

Esta semana voltei lá sozinha. Levei um livro que não abri, deixando-me embalar pela beleza do grande jardim botânico, um legado do séc. XVIII que acolhe um magnífico espólio de espécies exóticas.

Com tão poucos visitantes, é uma bênção o silêncio! Nós e a Natureza. Bela, exuberante, num namoro pela tarde.

Por altura da primeira visita já sabia um pouco da história do local: que o grande complexo (que junta o palácio, as casas, o jardim e a quinta) era propriedade da família Palmela e que em 1976, quando passa para as mãos do Estado, é subtido a trabalhos de intervenção.

Traje piscina recortada S

Que aí se instala o Museu Nacional do Traje criado no mesmo ano.

E que a limpeza do jardim traz os canteiros e os lagos à luz do dia, demarcam-se caminhos segundo o traço original. A seguir vem a plantação de herbáceas e arbustos. Está tudo no site do Museu que reúne uma pequena coleção de trajes, desde o período romântico até aos nossos dias.

Traje 1 mais S

Mas quando estou neste lugar, confesso que só quero ficar quieta. De olhos bem abertos a contemplar a beleza das árvores e das rosas, e das águas dos lagos ainda que por vezes turvas.

Nos espaços onde a vegetação se adensa e é ainda mais exuberante, o belo tem qualquer coisa de ‘horrível’.  Uma beleza assim ‘ameaça sufoca-nos’! Lembra um quadro de Turner. Nas cores. E na sinuosidade.

É impossível permanecer muito tempo nesta contemplação. É uma vertigem! Mas eu sei que vou voltar sempre!

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Relaxamento profundo (aqui tão perto!)

11 Sep

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Vivemos na vizinhança um do outro e tenho as melhores referências do serviço, mas nunca lá tinha entrado para fazer uma massagem até há dias.

Depois de convencer o meu porco mealheiro, que se tornou sovina nos últimos meses, a emprestar-me uns ‘trocados’, lá fui eu umas portas à frente da minha marcar uma hora no Nipon Spa Japonês.

Meus Deus, o que eu andei a perder todo este tempo!

A ideia era aliviar a tensão muscular mas também esvaziar a mente, ter uns minutos só para mim de puro relaxamento, depois de uma semana inteira de grande atividade física e inteletual.

Por isso, pareceu-me possível reunir o melhor ‘destes mundos’ na massagem Tradicional Japonesa de Relaxamento que “trabalha a parte muscular, utilizando alguns pontos de Shiatsu”.

Personalizando o serviço, foram também introduzidas técnicas de alongamentos que me souberam muito bem.

massagens recortadas

Minutos depois, o meu corpo relaxa profundamente. E a minha mente sossega. Sinto-me cada vez mais sonolenta. Estava mesmo a precisar disto!

Já em casa, adormeço ainda embalada pelo cheiro dos óleos e com a música nos sentidos. Nada se compara com uma boa massagem. Mima o corpo e a alma, de uma só vez!

Acho que vou lá voltar um dia destes. Até porque que ando com uma certa proposta por baixo de olho.

Começa com o Ofurô, um banho quente japonês de imersão, aromático, que promete desintoxicar e relaxar, e preparar o corpo para o tratamento Akasuri, uma esfoliação completa muito usada pelos japoneses. Finaliza com a Honey Massage, uma massagem feita com mel, que inclui ‘manobras’ de Shiatsu.

Absolutamente tentadora!

O que é que os Clubes de Corrida têm?

9 Sep

Clube de corrida 2 recortado

Tornaram-se uma moda entre nós. Existem vários, para todos os gostos.

Há clubes em que as pessoas se juntam para correr, acompanhadas por um professor. Outros em que o professor define o treino, e elas treinam sozinhas ou em grupo (já tem experiência).

E outros em que o atleta tem um plano de treino individual feito por o professor, e corre em grupo orientado por ele.

Eu apercebi-me deles porque passou a existir um no ginásio onde começo os meus dias, o Clube Jazzy Runners, e porque a mulher por trás da ideia, a professora Paula Ordonho, é uma entusiasta que não deixa ninguém indiferente.

Clube de corrida Alongamentos 3 recortada

No Clube que criou, os atletas têm um treino individual feito por ela, que os acompanha nas corridas de grupo. Explica:

É um Clube dirigido a pessoas que gostam de correr mas têm dificuldade de o fazer sozinhas, porque não tem capacidade física ou não têm motivação, ou querem melhorar a sua performance, algumas para participar em corridas dinamizadas por organizações ”.

Esclarece que o processo começa com uma avaliação física do atleta, com teste cardiorrespiratório, e corporal. Depois, são levados em conta os seus hábitos de atividade física, objetivos e disponibilidade para treinar. Com base nestas informações, é estabelecido o treino individual.

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treinos em grupo duas vezes por semana, sob a sua orientação, “em que se fazem exercícios específicos para melhorar e aumentar o ritmo da corrida”.

Para além das vantagens de ter um profissional que orienta, a pertença a este tipo de Clube de Corrida pode trazer outros benefícios importantes como a criação de laços.

Segundo a professora, os ‘seus’ atletas socializam e motivam-se uns aos outros. Correm para superar-se mais do que competirem.

Eu estive no último treino apenas para fazer as fotografias (e como pode ver, não me saí lá muito bem!) , mas eles já me conveceram a ir correr um dia destes.

Entretanto, se quiser saber mais sobre o Clube de Corrida e sobre os treinos, visite a página da professora no facebook em: Personal Trainer Paula Ordonho.

O reverso da utopia

6 Sep

PA recortada

Há dois dias dei por mim a pensar na Utopia de Thomas More pouco tempo depois de acordar.  E como se fosse uma música, que passa na rádio e se instala na nossa cabeça, o pensamento acompanhou-me ao longo de todo o dia.

Foi só à tarde em casa, quando me sentei disponível para dedicar pelo menos uma hora à leitura, e já com o romance de Paul Auster – No país das últimas coisas – nas mãos, que compreendi a relação entre uma coisa e a outra.

O universo que Paul Auster nos traz nesta obra é precisamente o oposto do de More, em Utopia. É um mundo de desigualdade, de fome, de destruição.

Atravessamo-lo curiosos pela mão de Anna Blume em carta a um amigo, na sua caminhada à procura do irmão desaparecido numa cidade sem nome. E sentimos o desalento.

O cenário que lá se vive é pós-apocalíptico. A cidade cada vez mais isolada é um campo de batalha onde reina a violência e a miséria. Ninguém consegue lá entrar, mas também é praticamente impossível de lá sair

O que é que aconteceu? O que são as últimas coisas? Tudo o que o homem construiu e foi desaparecendo dia após dia, até ninguém mais se lembrar  ” A vida como nós a conhecemos acabou,  no entanto, ninguém é capaz de entender o que é que a substitui”, escreve Anna.

Perdeu-se o rumo, dá a sensação de se ter voltado ao princípio dos tempos. Na cidade sem nome que Anna atravessa, uns são caçadores, outros coletores – ela própria caça objetos -, resta o suicídio e a morte contratada.

Não há comunicação nem memória, apenas a esperança de Anna Blume de encontrar William. E no final, o seu desejo “de ter a oportunidade de viver mais um dia”. Excelente este título de Paul Auster.

Celebrar o vinho

4 Sep

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De novo o Douro, a magia do norte, para a celebração das colheitas. De regresso ao tema das vindímas cedo à tentação do Programa Vínico do Yeatman, no Porto. Um luxuoso hotel (vínico) com soberbos planos sobe o rio e a zona histórica da cidade.

Pegando no espírito desta tradição secular da apanha da uva e das provas, o hotel – que é por si só uma celebração ao vinho -, propõem-nos uma estada no mínimo de duas noites, com pequeno-almoço incluido, a preços muito simpáticos (que pode consultar no site do The Yeatman)

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E porque o signo é das vindimas, o Programa Vínico (que é válido até dia 31 de Dezembro de 2013) inclui ainda um Wine Flight por quarto. Uma prova de três vinhos distintos para apreciar no bar do hotel, acompanhada com os petiscos do chefe Ricardo Costa

Também há descontos para compras de vinhos superiores a um determinado valor, na loja do hotel. E em tratamentos no Spa Vinothérapie® Caudalie do The Yeatman, feitos na íntegra à base da uva ou do vinho, e por isso riquíssimos antioxidantes.

Confesso que me apetecia estar lá agora, ou pôr-me já a caminho, pois já me vejo a banhos de imersão em barris e a massagens relaxantes em chuveiro Vichy – e nem quero saber se é a duas ou quatro mãos!

E terminar a ‘sessão’ Spa com um tratamento de rosto e corpo com a assinatura Caudalie, um mundo de texturas de exceção. Cuidados que mimam, ou mimos que cuidam, e aos quais eu – confesso –  não sei, não consigo resistir!

Nem a um bom vinho. Muito menos se for um Porto, branco ou tinto. Depois, gosto da cidade. E já me imagino no terraço do Yeatman a olhá-la. E a ver a noite descer sobre o rio.  Bendito setembro que nos convida ao recolhimento. E a estes prazeres! (Fotos cedidas)

Operação detox

2 Sep

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Por muito cuidado que se tenha com a alimentação em tempo de férias, sempre acabamos por cometer alguns excessos. Até porque não faltam tentações! Mas o que está feito está feito, nada de sentimentos de culpa. Agora pensemos nas soluções.

É aqui que entra o célebre programa detox que nos últimos anos anda na boca do mundo, mas que continua a ser um mistério para muita gente. Para revelá-lo, voltei a conversar com a nutricionista Magda Rocha

O que é o detox?

M.R: É um processo de limpeza do organismo. No fundo, é a eliminação de alimentos processados e a preferência por alimentos frescos e mais saudáveis. Pode também acrescentar-se alimentos mais diuréticos e/ou laxantes para uma maior eliminação de líquidos e toxinas acumuladas. Muitas vezes dá-se preferência a alimentos que estimulem determinados metabolismos no organismo, como o hepático, por exemplo, como forma de estimular a eliminação de toxinas.

A seleção dos alimentos é personalizada, portanto?

Sim, depende das características do individuo. Se este fizer muita retenção de líquidos, dar-se-á preferência a alimentos diuréticos; se tiver problemas de digestão, favorecemos alimentos que facilitem a mesma, por exemplo.

O objetivo não é perder peso, mas isso pode acontecer?

Sim, acontece muitas vezes, visto que são eliminados líquidos. E também porque se dá preferência a uma alimentação saudável.

Para além da ‘dieta’ alimentar, é estabelecida a toma de nutrientes complementares em forma de ampola?

Uma boa desintoxicação normalmente implica ambas, uma vez que a concentração de nutrientes nos alimentos é mais baixa do que aquela que conseguimos fornecer sob a forma de xarope, ampola ou comprimido.

Um programa prolonga-se por quanto tempo?

Não é possível generalizar o plano, mas se for um muito rigoroso deverá limitar-se a uns 3 dias, no máximo. Caso seja um plano mais flexível e variado, pode estender-se a um mês.

O que é possível continuar a beber?

Água e tisanas não adoçadas.

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