Um sentido para a vida

14 Oct

Sentido recortado

Coincidência ou não, quando já tinha programado ir ao cinema, ‘encalhei’ com o livro de Viktor E. Frankl, O Homem em Busca de um Sentido.

Caiu-me literalmente no colo, quando tentava limpar o pó a uma estante. Já não saí.

Li-o a primeira vez (uma edição brasileira) há cinco ou seis anos quando estava a escrever um artigo sobre felicidade. Tinha-me sido indicado por um psicólogo que entrevistei na altura para esse trabalho. Fez-me pensar.

Mais do que o sofrimento que passou no campo de concentração e viu os outros prisioneiros passar, Viktor E. Frankl, o psicoterapeuta judeu sobrevivente de Auschwitz, explica-nos aqui como sobreviveu.

Ao que Nietzsche tinha chamado “uma razão para viver” – e que apresentava como condição para “suportar quase tudo” –, Frankl chama sentido para a vida.

Era sua convicção de que não podendo controlar o que nos acontece, podemos controlar o que iremos sentir e fazer relativamente a isso.

Ele escolheu manter a esperança, ter objetivos. Escolheu ‘ter um sentido para a vida, para além das adversidades’ – de ser prisioneiro num campo de concentração.

Entregou-se à memória da sua mulher, também condenada. Ao mesmo tempo que se via no futuro a discursar para um público imaginário, expondo o seu método para suportar os horrores e sobreviver.

No fim da guerra, libertado, Frankl não encontrou a mulher, estava morta, mas pode explicar como ultrapassou o sofrimento. E assim fundou a logoterapia.

No essencial, a logoterapia parte de uma conceção filosófica que tem o indivíduo enquanto pessoa como centro.

Rejeitando a teoria de Freud de que o impulso primário do ser humano é a busca  ou vontade do prazer, e a de Adler, a de poder, Frank defende que é, antes, a busca de sentido.

Um sentido que diz descobrir-se numa obra, no amor, numa tarefa que se realiza. A cada um cabe perguntar: ‘o que a vida quer de mim?’ Encontrar o sentido para a sua vida, para além das circunstâncias

“Em última instância, viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para os problemas que a vida coloca, e cumprir as tarefas que ela continuamente aponta a cada pessoa”, escreve.

Frankl faz-me sempre pensar. E, acima de tudo, inspira-me!

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One Response to “Um sentido para a vida”

  1. bonecosdalua October 14, 2013 at 11:39 #

    ❤ …

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