Archive | November, 2013

Cozinha criativa

29 Nov

alm sem gluten

Está presente em cereais como o trigo e a aveia, a cevada e o centeio. Vasta é a lista dos alimentos que contém glúten, portanto. Mas também podemos encontrar cada vez mais produtos sem esta proteína.

A dietista Rita Seno Valentim faz-nos uma lista de uns e de outros, deixando-nos ainda uma receita de bolo de laranja isento de glúten.

Alimentos com glúten

Massas, bolachas, pão, biscoitos, bolos, barras de cereais, pizzas, lasanhas, croquetes, pastéis; cerveja, chocolate em barra, café com mistura de cevada, maioneses e molhos comerciais.

Alimentos sem glúten

Arroz, farinha de arroz, milho, amido de milho, mandioca, farinha de mandioca, quinoa, batata, fécula de batata, feijão, grão, ervilhas, lentilhas, leite, iogurtes, queijo, carnes, peixes, mariscos, ovos, frutas vegetais, chocolate em pó, açúcar, compotas de frutas, mel, alimentos específicos à venda em supermercados e ervanárias (exemplo: massas, bolachas, pão…)

Bolo de laranja – receita sem glúten

Ingredientes:

• 3 Ovos inteiros

• ½ Copo de açúcar mascavado

• ¼ Copo de azeite

• 1 Copo de sumo de laranja natural

• 1 Copo de farinha de arroz

• 1 Colher de sopa de fermento em pó sem glúten

Preparação:

Untar a forma com um pouco de manteiga e polvilhar com farinha de arroz

• Misturar sem deixar de mexer todos os ingredientes pela seguinte ordem: açúcar, ovos, azeite, farinha, sumo de laranja, fermento

• Levar a mistura ao forno pré-aquecido a 180º C, durante 30 minutos aproximadamente

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Sem glúten, por favor!

27 Nov

gluten free

Ao princípio era usada por portadores de doença celíaca (pessoas com elevado grau de intolerância ao glúten). Quase exclusivamente. Agora, a alimentação isenta de glúten ganha novos adeptos.

Resultados de estudos recentes podem explicar esta a adesão: “verificou-se que há muita gente com uma ligeira intolerância ao glúten, e que a diminuição do consumo contribui para uma perda de peso mais eficaz, nos casos em que há excesso”, diz a dietistas Rita Seno Valentim.

Explica que uma das características da intolerância “é a deficiente absorção de nutrientes por parte do intestino, levando a uma descompensação do organismo“. O que pode traduzir-se na “falta de algumas vitaminas e minerais essenciais à manutenção de um bom estado de saúde”.

Assim sendo, ao retirar-se o glúten da alimentação “o metabolismo volta a funcionar de forma eficaz promovendo a normal absorção de nutrientes e o correto funcionamento dos intestinos, evitando a retenção de líquidos e inchaço associado, e permitindo a descida da massa gorda e peso em excesso”.

A complexidade do glúten torna a digestão difícil e demorada podendo traduzir-se no mau funcionamento do intestino. Nestas alturas, o volume da zona abdominal aumenta causando desconforto físico e psíquico.

Por seu lado, “esta má digestão provoca uma deficiente absorção de nutrientes por parte do organismo provocando uma descida na imunidade, cansaço exagerado, enxaquecas, dores abdominais, faltas de memória e mau estar geral”.

A dieta sem glúten ajuda a recuperar energia e vitalidade, alivia dores das articulações, reduz as enxaquecas, dores de cabeça e a depressão, e diminui o inchaço da zona abdominal.

De acordo com a dietista, estes benefícios gerais não estão circunscritos aos portadores de doença celíaca. Ganha toda a gente que opta por uma dieta isenta desta proteína complexa que, “não sendo essencial para a manutenção do estado saudável do organismo”, pode ser perfeitamente “retirada da alimentação

Totalmente ‘zen’, com a orelha ‘tatuada’

25 Nov

auriculoterapia

Viver na proximidade do Nipon Spa é uma tentação. Quase posso ir fazer qualquer tratamento de pijama, com a certeza que volto para casa com uma enorme sensação de alívio e bem-estar.

Por isso, regressei lá sexta-feira ao fim da tarde.

Com o cansaço e a tensão a fazerem sentir-se em zonas específicas do meu corpo, encontrara o motivo (ou a desculpa) para experimentar mais uma terapia. Desta vez, a acupuntura auricular japonesa e chinesa.

A verdade é que já andava com ela ‘por baixo de olho’. Há algum tempo. Mas como tenho medo de agulhas, à última da hora adiava. Afinal, a essência do método é muito mais baseada em sementes (de mostarda) do que em agulhas.

Mas, isso, eu soube depois. Porque quando a terapeuta Estela Pinheiro Correia me informou que ia fazer percorrer uma espécie de ponteiro na minha orelha, fiquei desconfiada. “E dói?” “Não, não dói.”

acupuntura

Eu acredito nela, claro. “Será?” A ideia é fazer uma leitura da minha história com o dito instrumento – ao que parece, as orelhas também falam –, e detetar eventuais desequilíbrios energéticos. ‘Ups’, agora é que ela vai ver a minha vidinha toda! Já não tenho como fugir.

Estela vai explicando tudo: as sementes de mostarda e as agulhas semipermanentes “são colocadas em pontos específicos da orelha que podem corresponder a emoções, órgãos ou outras zonas do corpo”. A medicina chinesa “alivia a dor tratando a causa”.

E agora aqui estou eu, domingo à noite, com a minha orelha esquerda completamente ‘tatuada’ (em linguagem especializada, com os pontos reflexos permanentemente estimulados).

auriculoterapia

Apenas uma agulhinha – e não, não dói, volto a sublinhar –, e muitas, muitas sementes de mostarda, porque era preciso aliviar a dor na minha cervical, a tensão e o cansaço, e uma ou outra coisinha que não é aqui chamada, certo?

Duas ou três vezes por dia, vou fazendo uma pequena pressão em cada um dos ‘adesivos’ que contém a semente, conforme a Estela me indicou. Ainda não caiu nenhuma delas, embora isso possa acontecer até ao quinto dia de tratamento. A ideia é voltar lá para a semana. Limpar o ‘mapa’, e voltar a construi-lo!

Shopping: Estilo desportivo

24 Nov

mochilaGosto da cor. Do formato e do tamanho. E das linhas simples. Perfeita para transportar no dia-a-dia ( com livros e o lanche, por exemplo). E, claro, levar para o ginásio.

tenisGosto bastante deste tipo de tenis, versão cano alto. E embora a cor camel não seja uma das minhas preferidas, achei que no conjunto fica muito bem. Depois, temos uma cor terra, cor do outono. Sabe tão bem andar assim, em comunhão com a estação!

Aventura no ar

22 Nov

satu R

Se eu soubesse para o que ia, não tinha ido. Admiti-o assim que me vi em terra firme no primeiro andar do Centro Comercial de Oeiras quarta-feira à tarde.

Mas quando me disseram que a forma mais prática de chegar ao Oeiras Parque era através de comboio (primeiro no da CP, até Paço de Arcos, depois num outro que respondia pelo nome de SATU, que me levaria ao meu destino), não me passou pela cabeça que ia ter uma experiência tão… vertiginosa!

O facto de ter de comprar o bilhete de ida e volta numa máquina não me preocupou, é banal, mas à medida que fui atingindo a plataforma sem ver ninguém à minha volta comecei a desconfiar.

E mais ainda quando vi uma espécie de elétrico ao longe, transportado por cabo sobre carris. E sem motorista. As minhas pernas começaram a fraquejar. Pensei fugir. Quis fugir.

Satu

Por sorte estava uma outra passageira na ‘linha’. Não sei se era uma mulher ou um anjo. Pelo menos, nesse dia foi o meu anjo-da-guarda.

Deve ter visto o meu ar aterrorizado, pois assegura-me que o transporte é seguro e “a melhor ideia que tiveram nos últimos anos” – já passou quase uma década depois da inauguração.

Diz-me que costuma fazer aquele caminho pelo menos duas vezes por semana, vive em Oeiras. Às vezes sozinha, pois é quase sempre perto das quatro da tarde. E que ao principio também teve “muito medo”.

Será assim com toda a gente, ao princípio estranha-se [o SATU] e depois entranha-se? Será que eu também poderia habituar-me?

Satu

Na verdade, rapidamente chego lá acima, ao destino. E sem sofrimento. De qualquer forma, gostaria de não ter de repetir a aventura, penso. Mas não tenho outra saída.

Quando regresso, já com as sombras da noite a bailar sobre a minha cabeça, a plataforma parece-me ainda mais sinistra. A estação volta a estar abandonada. E agora eu sinto borboletas no estômago. Borboletas inquietas.

Mas mais uma vez os deuses estão do meu lado, e mandam-me outra companheira de viagem. Não é um anjo, como a primeira, mas é uma companhia para a descida.

Sã e salva, na estação de comboios ‘normal’ prometo não voltar a sair de casa sem decifrar qualquer sigla que me pareça estranha. Afinal é para isso que serve o Google e o Mozilla Firefox.

satu

Se eu tivesse colocado a palava SATU no motor de busca, teria ficado a saber que se tratava de um Sistema Automático de Transporte Urbano. E aí, uma coisa puxa a outra, ia saber o que é que eles queriam mesmo dizer com automático.

Não é nada fácil sair da zona de conforto, mesmo quando se é aventureiro!

O canto da serra

20 Nov

Hotel Rural

Uma viagem adiada. Mas desejada. Acabou por acontecer no último fim de semana, quando havia notícia que a neve, finalmente, caia sobre a serra [da Estrela]. E eu ali tão perto. Via-a, apenas uma nesga, a partir do Fundão onde o frio se fazia sentir cortante. E ao mesmo tempo revigorizante.

O frio tem este poder de ligar-nos à vida. De acionar-nos o músculo mais preguiçoso.

Hotel Rural

Cheguei noite serrada ao destino, depois de umas aventuras pelo caminho: o Hotel Rural Madre de Água em Vinhó, Gouveia.Há um ano tinha estado lá, para a inauguração deste quatro estrelas de excelência. Mas foram só algumas horas, e estava tudo no princípio.

Neste fim de semana de novembro, o primeiro de frio (e de neve) estava lá. Entre serras – da Estrela e do Caramulo –, sedenta de Natureza, de oxigénio, de uma boa lareira, de uma boa cozinha e de um bom Dão (vinho).

Hotel Rural

E encontrei tudo isso aqui, no Madre de Água. Entre vinhas. No silêncio do campo. Na paisagem campestre e relaxante.

Na noite que cheguei assisti à ordenha, uma das atividades rurais sugeridas pelo hotel. Mas não mungi a ovelha, apesar do convite ser viver precisamente essa experiência

Hotel Rural               Hotel Rural

Delicio-me com um fabuloso prato de bacalhau ao jantar, acompanhado de um vinho branco e depois um tinto, ambos produzidos na quinta.

E duas horas depois na sala, à volta da acolhedora lareira, não leio uma única página do livro que levei comigo, como tinha previsto. Um chá e conversas ‘campestres’ embalam a noite intensa e quieta do campo, com cheiro a ervas aromáticas. É tão fácil esquecer a vida lá fora, num  lugar assim!

Hotel Rural               Madre D Agua sala R

Não preciso levantar-me muito cedo, mas fica combinado descobrir a quinta pela manhã numa visita guiada – uma das atividades do Madre de Água Hotel Rural, que também tem percursos a pé, de bicicleta ou de jipe (a rota dos pastores e a rota da Serra da Estrela).

Hotel Rural

À luz do dia, de um novembro mesmo assim suave (ainda houve sol de manhã, depois vieram as nuvens), delicio-me com o pão, o queijo e os doces produzidos na quinta – é um pequeno-almoço com vista sobre cenários bucólicos. E depois parto à descoberta da quinta, para além das vinhas (de várias castas).

Hotel Rural

Árvores de fruto, a horta biológica, as roseiras em cada fileira de vinha e as ovelhas que pastam ali perto. Há cães de raça Serra da Estrela e cavalos Lusitanos. Tudo ligado, encadeado.

Natureza e mais Natureza. Tanto verde. E vermelho fogo, a cor do outono. E terra a perder de vista. Já merecia um fim de semana assim: perfeito. Quero voltar!

Pela aldeia do cogumelo

18 Nov

F Cogumelo

A caminho de Gouveia, como resistir a um desvio para o concelho do Fundão, depois de saber que em Alcaide estava a acontecer o Míscaros – Festival do Cogumelo, um dos mais reputados festivais gastronómicos, onde tudo começa e acaba à volta do famoso fungo?

F Cogumelo

Não conhecia este avento que inclui workshops e animação de rua, exposições artesanais e um ‘live cooking’ de chefes de renome e o concurso de jovens talentos de cozinha (de duas escolas do Fundão).

F Cogumelo

Também há passeios pela floresta para aprender a colher os cogumelos certos na companhia de especialistas na matéria, e palestras.

O frio e o sol governavam a aldeia quando atingi o palco dos acontecimentos, seguindo tabuletas . Bem agasalhada (luvas, cascol, capuz), fiz a minha primeira paragem para beber um licor de mirtilo na primeira casa que encontrei.

F Cogumelo

Uma das características deste festival é o facto de os habitantes abrirem as portas das suas casas e garagens transformadas temporariamente em lojas de venda de artesanato e tascas.

F Cogumelo

Almocei uma feijoada com carne de porco, ‘regada’ com vinagre e um bom molhe de coentros, numa garagem moderna. Também provei o famoso arroz de míscaros. E depois lancei-ma à descoberta da aldeia do cogumelo.

F Cogumelo

Um percurso feito de muitas paragens para me aquecer nas fogueiras de rua e provar mais um e outro licor, sempre com uma nova desculpa: é menos doce que o primeiro, é uma mistura segredo. Os programas que não estão no programa são muitas vezes os melhores!

O Natal que vem do Peru

15 Nov

Natal

Voltei à Loja do Comércio Justo (na T Rua Tomás Ribeiro) mesmo sabendo que não resisto à deliciosa Pepita de chocolate com laranja. E, sim, a gula voltou a falar mais alto, e lá vim eu com uma embalagem de 90 gr.

Natal

Mas também encontrei o que procurava. Muitas novidades! Sobretudo bonitas propostas natalícias entre presépios de barro e crucifixos de madeira e osso, tudo muito simples e colorido, vindas do Peru.

Natal

Umas, peças para usar, outras, para decorar a casa, sobretudo nesta época – um plus para a àrvore de Natal. Todas excelentes ideias de presentes para mimar-nos e mimar amigos e família e, ao mesmo tempo, ajudar um modelo de desenvolvimento assente na economia solidária (o comércio justo).

Natal

Para além destas, há muitas outras opções artesanais de presentes vindas de outras partes do mundo. Há ainda sugestões gastronómicas e de beleza. Há produtos feitos ‘lá fora’´. E cá dentro’.

Psicoterapia: o que é e para que serve

13 Nov

psicoterapia

Hoje fala-se dela com naturalidade. A psicoterapia conquistou o seu próprio espaço como método de tratamento de problemas emocionais e psicológicos, estabelecido numa base de confiança que permite ao paciente falar nas suas dores e dificuldades ao psicoterapeuta.

“Na sua essência é um tipo especial de conversação e de relacionamento que tem um impacto significativo no autoconhecimento das pessoas, no seu relacionamento com o mundo, e no seu bem-estar”, observa a psicoterapeuta Rita Duarte.

É um apoio em situações de crise e momentos de sofrimento, “que requer ‘técnicas’ ou abordagens específicas. Este tipo de intervenção vai fazer com que “a pessoa passe a sentir e a pensar melhor os problemas que lhe trazem sofrimento” e a conhecer e otimizar os seus recursos pessoais.

Segundo Rita Duarte, pode dizer-se que a psicoterapia “é uma relação de ajuda”: o terapeuta ajuda o paciente e o paciente ajuda-se a ele próprio – “é uma espécie de autocuidado assente na auto-compaixão do seu próprio sofrimento”.

Serve “para explorar o funcionamento psicológico da cada pessoa, muitas vezes expresso em dificuldades que aparecem sob a forma de sintomas associados a mal-estar consigo próprio, com os outros ou na sua vida”

E transformar recursos pessoais em oportunidades, o que leva a interiorizar uma “atitude mais satisfatória na vida”, assegura. Sendo também mais uma forma de trabalhar “quadros já identificados como depressão e ataques pânico”, entre outras coisas, e, por fim, a trabalhjar e otimizar as relações – a conjugal e a familiar. (foto: do livro Como Gerir Conflitos Familiares, de Maria José Coutinho Barbosa, Ed Presença)

As horas (de um fim de semana)

11 Nov

A tarde

‘Ainda tenho muitas horas deste fim de semana à minha frente’. Dou-me conta disso perto do meio-dia, de um domingo de duas caras – acordei sob nuvens cinzentas, e àquela hora o sol aquece-me a ponta dos dedos. Que novembro generoso!

Espreguiço-me (ou alongo-me?) e revejo as horas do fim de semana, para trás. A noção de tempo provoca-me, apesar de viver cada vez mais o presente. E às vezes assusta-me, semeando-me borboletas no estômago. E vivo assim, entre forças, à procura do equilíbrio.

Encontro-o nas horas passadas em conversa comigo, nas horas que passo com os amigos e com a família, nas horas passadas a tecer projetos e a fazer coisas que me dão prazer.

As horas do segundo fim de semana de novembro começaram na sexta-feira ao fim da tarde, à volta do pequeno prazer de preparar uma refeição saudável para receber uma amiga para o jantar. Celebra-se a amizade, entre assuntos.

E horas depois estamos no espetáculo de Aimee Mann na Aula Magna (em Lisboa). Ligeiramente fora da hora! Quem me conhece sabe que só posso gostar das canções da cantora (guitarrista, baixista e compositora) norte-americana: perfeitas e um pouco sombrias

Aula Magna

A jovialidade de Aimee, que já atingiu metade de século, é extraordinária. E a prova de que é possível ‘parar’ o tempo, e por uma escassa hora ludibriar os ponteiros.

No regresso a casa, embora tarde adormeço a horas. E sem despertador programado, pois decido não ir ao ginásio no dia seguinte, acordo no sábado fora da minha hora.

Deixo o tempo  correr sem pressas, e a meio da tarde sou inspirada por duas horas a não fazer nada: ver um vídeo em casa,  um programa que vinha adiando há algumas semanas. Com  direito a um bom tinto alentejano (também tenho as minhas horas de puro regionalismo!)

E às seis horas, quando as sombras da noite já tinham-se apoderado do meu lugar no sofá, sentei-me indiferente ao colo delas a ver As Horas (The Hours).

Horas

Não me lembrava da história das Horas, o que é estranho pois é muito boa. Já o romance de Virginia Woolf, Mrs Dalloway, que aqui ‘liga’ três mulheres em diferentes tempos históricos, sei-o ao pormenor. Se calhar porque é uma das minhas obras escolhidas!

De plano em plano, o filme percorre passado e presente. Em 1923, Virginia Woolf recupera de um esgotamento nervoso e começa a escrever o romance Mrs Dalloway. Em 1951, o livro da escritora britânica exerce um papel decisivo na vida de uma dona de casa americana que pensa suicidar-se. E em 2001, na de uma editora de Nova Iorque que cuida de um escritor.

Ele está a morrer e provoca-a  continuamente: “ah Mrs Dalloway, eternamente dando festas para disfarçar o silêncio”, diz-lhe a certa altura. E nós descobrimos que também já fizemos banquetes para fugir das nossas sombras.

Adorei os diálogos e os silêncios, o dito e o insinuado sobre a vida e a morte, a liberdade e a repressão. E o final que me surpreendeu – totalmente inesperado – neste fim de semana de princípio de novembro. Em que me senti atraída e acossada pelas horas!

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