Archive | December, 2013

No próximo ano, talvez!

30 Dec

Luz

Temos sempre esperança no novo ano! Que ele seja melhor do que o ‘velho’. Do que acaba, mesmo quando este foi bom. E que mal há nisso?!

É preciso ambição, objetivos. Essa ambição que nos faz andar para a frente. Que nos faz cheios de esperança. E de coragem. E de resiliência.

Mesmo quando ele foi triunfante – o ‘velho’ ano – naqueles campos da vida que são os nossos pilares, queremos que o próximo seja melhor. E seja melhor em todos os cantos e recantos da nossa vida. Queremos ser felizes e bem-sucedidos de todas as formas. E que mal há nisso?

Temos sonhos que queremos ver realizados, planos de felicidade para além de um simples esboço. E queremos chegar lá, à meta, mesmo que isso implique um grande esforço.

Eu já viajei por tantos sonhos! Também houve tempos em que não me lembrava dos sonhos… mas acho que sonhava. Sonhava e não me lembrava dos sonhos. Acontecia tudo como nos sonhos que temos a dormir, e dos quais não nos lembramos às vezes, no outro dia ao abrir os olhos.

E houve outros tempos em que me esqueci que não bastava sonhar. Que é preciso criar as condições para que os sonhos se concretizem. E agora que já aprendi que é assim, às vezes experimento um enorme cansaço.

Mas no fundo ela está sempre lá, a esperança no novo ano. Que o novo ano seja melhor que o ‘velho’ ano. Que nele possamos realizar os nossos sonhos. Se assim não fosse, que lógica haveria em comer as doze passas, ao bater da meia-noite? Pelo menos doze sonhos, um para cada passa de uva, temos de ter.

E com que ambição não comemos nós essas passas, por vezes cerrando os olhos de forma a não perdermos um único sonho. Conheço gente que os escreve, os doze, num papelinho com caligrafia obstinada… não vá, à última da hora, não conseguir decifrar o sonho número sete ou número dois.

Eu nunca os escrevi. Os meus sonhos. Talvez devesse! Mas digo-os devagar, num discurso silábico. Entredentes, quando estou acompanhada. E para me assegurar que não sufoco quando dou um nome a cada um deles, dos meus sonhos, só uso passas de uvas sem grainhas.

Este ano (2013) já tenho as minhas passas de uvas pretas sem grainhas à espera da hora em que as vou saborear (à entrada de 2014), envolvidas em sonhos. E também tenho um novo pedido a fazer (os pedidos sãos as provas dos nossos sonhos). Mas continuo indecisa sobre a ordem que lhe vou dar.

Temos sempre esperança que o novo ano seja melhor, mesmo quando o que termina foi bom. Temos ainda mais esperança quando não foi. Que mais não seja porque achamos que merecemos mais ainda um bom ano. E, depois, seria uma questão de justiça!

Fotografar janelas

29 Dec

Diverti-me mesmo a fotografar janelas neste fim de semana de novembro em Vinhó, Gouveia – para além da digressão pelo Festival do Cogumelo, em Alcaide, Fundão. Eis mais um ensaio.

A partir de uma casa em ruínas (a mesma que vos falei no post de 15 de dezembro, 2013) , descubro mais estas duas vias de libertação: duas janelas entreabertas, com vista para uma magnífica paisagem verde. No primeiro dia em que os termómetros baixaram a sério e a neve caiu sobre a Serra da Estrela.

Ali tão perto, apenas vi uma mão-cheia de neve. Tímida! Muito branca, a contrastar com a cor escura da montanha. Ao longe, através de outras janelas.

Ao encontro do Natal

23 Dec

Estou de partida, para sul. Ao encontro de um Natal mais verde (e também mais frio!). Longe da cidade, perto da Natureza, com o mimo da família e de alguns amigos. Preciso destas coisas, nesta época de presépios, árvores cintilantes e Pais Natal.

Vou aproveitar estes dias para descansar, também. E respirar o ar puro, com passeios pela tarde, com a planície no horizonte. E ler, ler muito. Na cama, logo de manhazinha, na hora do nevoeiro, antes de um bom pequeno-almoço alentejano com requeijão, bolinhos escuros e fritos natalícios, umas vezes polvilhados de açúcar e canela, outras vezes mergulhados em mel.

E à noite, depois das conversas em família, à volta de um bom vinho (ou de um bom chá, depende da disposição do momento).

Por isso é provável que não passe por aqui, que não venha atualizar o blog por esses dias, entretida que vou estar a ‘matar’ saudades das pequenas coisa que me fazem mais feliz. Por isso, um feliz natal para todos. (Marry Christmas!)

Últimas horas de outono

21 Dec

Folhas

Frio, muito frio lá fora. E cá dentro, não fosse a minha mantinha quentinha e o aquecedor que vou ligando e desligando – numa tentativa de poupança provavelmente inútil –, e as chávenas de chá que vou bebendo

E o tempo passa tão depressa! São as últimas horas de outono a galopar ao encontro do natal.

O sol voltou a acariciar Lisboa, mas no ar há qualquer coisa diferente. Será o cheiro do frio ou a imagem das folhas das árvores desbotadas, agora acumuladas nos passeios?

E talvez não seja nada disto. E apenas eu … a tentar respirar!

Um dia sem lactose

20 Dec

dieta

Voltando ao tema da intolerância à lactose (depois de ter explicado o essencial sobre o assunto no post de quarta-feira, 17 dezembro), a dietista Rita Seno Valentim deixa-nos o plano para um dia sem este açúcar presente no leite e seus derivados. Parece-me uma excelente ementa para seguir em qualquer altura!

Com as sugestões que lhe deixamos no post anterior, inspire-se, e crie as suas próprias dietas

Pequeno-almoço

• Sumo de frutas natural e duas fatias de pão integral com fiambre de aves

Merenda da manhã

• Uma maçã verde e uma bolacha de sésamo sem açúcar

Almoço

• Sopa de legumes verdes

• Salmão grelhado com ervas aromáticas, acompanhado de folhas de couve e batata cozida

• Bebida: água

Merenda da tarde

• Cevada solúvel e 3 tostas de aveia com marmelada baixa em açúcar

Jantar

• Coelho assado no forno com ervas aromáticas e cogumelos salteados em azeite

• Bebida: chá de limão sem adição de açúcar

Ao longo do dia

• Beber 1.5 l de água

Dieta sem lactose

18 Dec

lactose

O regime sem lactose assenta numa alimentação isenta deste açúcar presente no leite e seus derivados, ou na diminuição do seu consumo, “e  na toma de substitutos enzimáticos à venda em farmácias”, esclarece a dietista Rita Seno Valentim.

Normalmente é seguido por pessoas com intolerância à lactose, “cujo organismo não consegue produzir uma quantidade suficiente desta enzima responsável pela degradação e síntese da lactose durante a digestão”. Mas pode ser, e cada vez é mais uma opção alimentar à margem de qualquer intolerância.

Seja como for, segundo a dietista se o grau de intolerância “não for muito elevado, a pessoa pode consumir iogurtes em pequenas quantidades e alguns tipos de queijo”.

Explica que no regime, “o leite de vaca é substituído por derivados de soja, como a própria bebida de soja, os iogurtes, as margarinas e os queijos”, e que as bebidas de arroz e amêndoa também já são utilizadas em casos de intolerância à lactose.

“Mas não há nenhuma obrigatoriedade em substituir o leite e seus derivados por estes alimentos”, diz, podendo-se “simplesmente beber chás, café e sumo de fruta, e optar por fiambre de aves, mel e compotas”.

Nestes casos, a absorção de cálcio pode ser feita “através de vegetais de folha verde escura, castanhas, amêndoas e nozes, sésamo, milho, tofú e leguminosas como o feijão, por exemplo”.

Porém, resume, para que esta absorção seja feita corretamente pelo organismo, há que consumir alimentos com vitamina D (presente em alguns peixes como o salmão e as sardinhas, e em vegetais como os cogumelos, na gema de ovo e no fígado de vitela).

A arte de bem decidir

16 Dec

TDecidir

Apesar da maior parte das tomadas de decisão “serem muito automáticas”, como afirma a psicóloga Catarina Rivero, há muitas situações em que vale a pena “parar e refletir sobre as diferentes possibilidades” que se apresentam.

É bom compreender o que estamos a sentir nesses momentos e considerar o que nos move em cada decisão, garante. Posto isto, a psicóloga explica o que poderá ser útil na arte de bem decidir:

• Evitar decisões no calor do momento

• Compreender os valores que o/a movem nessa decisão concreta

• Considerar a importância da decisão e resultados (para si)

• Identificar as expectativas e o seu significado

• Identificar o impacto da decisão a nível individual e relacional

• Considerar os seus padrões habituais de pensamento e ação, seus benefícios e limitações

• Ter presente a sua experiência passada em outros processos de decisão em que se tenha sentido satisfeito

• Ter presente aprendizagens feitas em outros momentos de tomada de decisão, em que o processo tenha sido menos do seu agrado

• Considerar as diferentes perspetivas da situação – pelo que poderá ser útil conversar com outras pessoas

• Agir de acordo com a estratégia que, após a reflexão e partilha, sentiu ser a mais adequada.

Um baú chamado android

15 Dec

Achei que tinha perdido este pequeno ensaio fotográfico feito há quatro ou cinco fins de semana, durante um passeio pela quinta do Hotel Rural Madre de Água, em Vinhó, entre a Serra da Estrela e a do Caramulo. Afinal estava só perdido entre muitos outros, na memória de um telefone que já não me deixava tirar mais fotografias.

O lado bom das arrumações e limpezas é precisamente este de descobrir o que pensávamos perdido. Para além de ‘arrumarmos’ a nossa própria cabeça.

Hoje arrumei a minha, portanto! Juntamente com o guarda-roupa, onde separei saias e calças que já não uso. E libertei espaço no meu android, para as próximas experiências fotograficas.

Shopping: Objeto de desejo

13 Dec

É assim a edição Quatre Radiant, com design monocromático. A novidade Boucheron, em ouro amarelo e ouro branco. Dois anéis esculturais com “quatro tiras icónicas”. Diz-se que o gadroom é uma alegoria ao amor. Apresenta-se como uma “homenagem à mulher dinâmica”. Uma peça única. Exclusiva, a dois tons. Objeto de desejo. Ou de sonho.

Mais um ano

11 Dec

caminhar

Quero estar fora de mim daqui a pouco, quando o dia 11 (de dezembro) começar. Não gosto de fazer anos. Mas gosto dos beijinhos da família e dos amigos ao longo do dia.

Não há como evitar, sou a mais nova de quatro filhos. Mimada pelos manos mais velhos e pelas tias.

É claro que gosto de estar viva e fazer anos é sinal disso, não se cansam de me dizer. Mas o que eu não gosto é de envelhecer. Pronto, já disse. Eis a minha fraqueza!

As pessoas mais velhas asseguram-me que é assim com toda a gente, ninguém realmente gosta de fazer anos a partir de uns determinados ‘entas’. Mas eu não tenho a certeza. Vejo tanta gente feliz a soprar velas.

O tempo é implacável: mais uma ruga, mais uma gordurinha … e, olhem, que eu até sou magra e pratico atividade física e, portanto, estou em muito boa forma

Não me consolam com essa ‘treta’ da sabedoria que o passar dos anos conquista. E de outros encantos que só acontecem por essa altura. Embora concorde que os anos de ‘uma certa glória’ chegam com os quarenta.

A partir deles, comecei a descobrir novas coisas. Em todos os sentidos! Mas penso que isso está muito mais ligado à nossa capacidade de reinventarmo-nos.

Seja como for, os últimos anos da minha vida têm sido muito bonitos! Uma grande aventura de descoberta dentro e fora de mim, com algumas crises de identidade à mistura – e outras! Um balanço razoável, digamos.

Alarguei interesses, desenvolvi capacidades e otimizei outras como a paciência e a resiliência. Mas a ‘biologia’ é tramada! O corpo sente-se, o corpo tem memória. Por isso recorda. E mesmo no melhor dos cenários, lembra que os anos vão correndo.

Já falta pouco para a meia-noite, o princípio do dia 11. Eu nasci pela fresquinha, às 5.30 da madrugada ‘desse ano’ – num dia de nevoeiro cerrado, em que se chegou a pensar que D. Sebastião chegaria, finalmente, com ele!

Dizia-se lá em casa, ‘à boca pequena’, que o meu pai sonhou com um rapaz até ao último momento. No tempo em que não havia ecografias que descortinam o sexo dos bebés, e que as mães mais sensatas bordavam enxovais com linhas de cores neutras.

O meu pai nunca me ‘confessou’ esse desejo, e a minha mãe fazia mistério à volta do assunto. Mas ainda que seja verdade não é importante, porque sei que ele me amou sempre. Mesmo quando eu me portava mal.

Acho que já disse tudo e continuo indecisa… devo publicar esta crónica? Afinal, trata-se de um desnudamento público. Provavelmente, demasiado emocional!

E daí, porque não? Porque havemos de querer escrever apenas sobre assuntos que pensamos ser inteligentes? Porque temos esta mania de esconder os nossos medos e o que nos emociona?

Decidi: hoje vou correr o risco de tornar-me ‘quase transparente’. Pelo menos hoje! Talvez só por hoje!

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