Tenho saudades

9 Jan

Acordei assim. Manhã cedinho, mal abri os olhos. Com saudades. Saudades do mar. De olhá-lo à distância e demorar-me no seu azul. Com gestos suaves e sedutores, como fazem os namorados. Tenho saudades do mar. E dos jardins da Gulbenkian. E dos jardins do Museu do Traje. Mas a chuva (e o frio) traz-me sitiada em casa. Não convida a programas ao ar livre. Cumprem-se as rotinas que há a cumprir, e depois não resta mais nada. A não ser a saudade. Eu continuo com saudades. Do mar, dos jardins da Gulbenkian e dos do Traje. Dos seus azuis e verdes. E do ar perfumado de sal, e  a rosas e margaridas. E da luz espreguiçando-se no limoeiro do jardim da casa do Alentejo.

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