Apetia-me partir

15 Jan

KG

Há muito tempo que não lia o Profeta, de Kahlil Gibran. Ou abria este título. Ao acaso. Convencida que encontraria o tema certo. Uma resposta para a inquietação do momento. Haviam-me explicado que era assim que funcionava. Abrir o livro ‘às cegas’ e apaziguar a alma.

A partida

A noite passada procurei-o entre estantes. Não este exemplar, moderno. Mas o livro do Profeta amarelecido pelo tempo. O velhinho, sublinhado tantas vezes, que me acompanha… talvez há mais de dez anos. Não o vi, entre livros Encontrei esta edição, sem história. E contentei-me com ela, ávida de uma leitura assim. Não está rasurado. Está limpo de memórias. E isso é uma vantagem.

Ontem não deixei a seleção dos temas nas mãos da sorte. Um olhar transversal. E depois fui direta ao capítulo de A Razão e a Paixão. Perfeito para quem tem que tomar uma decisão. E não consegue decidir-se. E depois O Adeus Final. Hoje é o meu preferido. Anos depois do meu encontro com Gibran. E isso tem de ter um significado. Todas as palavras carregadas de sentido. Cada frase. “Vago e nebuloso é o começo de todas as coisas, mas não o fim”. Quero acreditar que sim. E fico na expetativa. E, entretanto, apetecia-me partir!

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