Felicidade autêntica

25 Jan

A Vida floresce

Ao tentar arranjar espaço numa das estantes, o que não impede de já ter uma boa pilha de livros no chão, passei os dedos e os olhos pela Vida que Floresce, de Martin E. P. Seligman. E já de madrugada, fiquei com vontade de partilhar convosco esta passagem, sobre felicidade autêntica. Espero que vos faça sentido:

 “A teoria da Felicidade Autêntica diz que a felicidade pode ser decomposta em três elementos diferentes, que escolhemos pelos seus valores intrínsecos: emoção positiva, envolvimento e significado”. Cada um deles “é melhor definível e mais mensurável do que a felicidade. O primeiro é a emoção positiva, aquilo que sentimos: prazer, arrebatamento, êxtase, calor, conforto (…) À vida inteira passada com sucesso em torno deste elemento, eu chamo a ‘vida agradável’”.

“O segundo elemento, o envolvimento, centra-se no fluxo: ser uno com a música, sentir o tempo parar e perder a noção de si próprio durante uma atividade absorvente. À vida vivida com estes objetivos, eu chamo a ‘vida envolvida’ (…) ”  Seligman explica que o envolvimento é o oposto da emoção positiva. Quando estamos em fluxo não pensamos em nada. “Fundimo-nos com o objeto. A concentração que o fluxo exige esgota todos os recursos cognitivos e emocionais que constituem o pensamento e o sentimento. Não há atalhos para o fluxo. Pelo contrário, temos de utilizar as nossas forças e talentos mais sublimes para irmos de encontro ao mundo em estado de fluxo. Existem atalhos que nos permitem sentir sem esforço a emoção positiva, o que constitui mais uma diferença entre o envolvimento e a emoção positiva.”

Há ainda o terceiro elemento da felicidade, que é o significado. Posso entrar em fluxo a jogar bridge mas, depois de um longo torneio, preocupo-me que possa estar apenas a estrebuchar até morrer. A perseguição do envolvimento e do prazer são muitas vezes empreendimentos solitários e solipsistas. Os seres humanos, inevitavelmente, querem significado e propósito nas suas vidas. A Vida Com Significado consiste na pertença e no serviço a algo que acreditamos ser maior do que o eu, e a Humanidade cria todo o tipo de instituições positivas para permitir que isso aconteça: a religião, a família, as entidades ecológicas…”, entre outros.

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