Abre-te Sésamo

10 Feb

Sesamo

Nestes últimos dias tenho dado volta a tudo. Gavetas, caixas, caixinhas, frascos, frasquinhos… Alguns estavam tão bem guardados, que já não me lembrava que existiam. E, no entanto, talvez não os visse há apenas um ano.

Umas atrás das outras, fui abrindo estas pequenas ‘cavernas de Ali Babá’ e desvendando os meus tesouros onde não há lugar para ouro ou pedras preciosas. Simples bijuteria. Colares, fios, anéis e pulseiras de plástico e metal – uma pequeníssima mostra na foto. Mesmo assim, a primeira reação é contabilizar o dinheiro que gastei e julgar-me por isso. Mas logo depois, reconsidero. Deu-me imenso prazer comprar cada uma dessas peças e cada uma delas conta uma história.

E, então, foco-me nas memórias que elas me provocam. Porque me acompanharam em tantas viagens. E, então, viajo com elas. Revejo os países, as cidades, os locais, os trabalhos que lá fui fazer, todos os momentos, cada momento. O anel de massa em dois tons de bege que me acompanhou ao Quénia, e que no dia seguinte de o ter encontrado coloquei no dedo. A bonita pulseira em massa preta que usei a última vez que estive em Madrid. E a gargantilha com a pedra azul que não cheguei a usar, ou usei uma única vez? Se sim, onde? E assim fui encontrando sentido para o meu ‘tesouro’. E deixando de me recriminar.

Todos os dias, alguma coisa serve para me transformar um pouco mais. E eu sinto uma enorme gratidão.

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