Archive | March, 2014

Comida em dia de chuva

31 Mar

iogurte soja

tangerinas

Já fiz tanta coisa, hoje! E só me apetece falar de comida. Das minhas misturas de iogurte de soja natural com muesli, nozes, mirtilos e mel. Foi assim o meu lanche ainda há pouco, enquanto sol e chuva gladiavam-se lá fora. Uma taça enorme cheia destas coisas boas, que ficam tão bonitas numa taça de vidro ou de cerâmica. Antes houve frutos de agricultura biológica, comprados no Miosotis, com sabor a infância. Tangerinas com o sabor das tangerinas que a minha mãe me dava ‘gomo a gomo’ com a paciência própria das mães. E cuidados próprios de quem ama. Nesses tempos eu não gostava de comer, se me deixassem alimentava-me só de frutos. Mas já gostava de histórias. E então a minha mãe contava-me uma ao almoço e outra ao jantar. E distraindo-me assim, mais ou menos, fazia-me comer uma colher de sopa de legumes (eu detestava a de feijão verde, ainda hoje não gosto muito dela). E outra de carne disfarçada no arroz (deste eu gostava mais). Viciei-me em histórias com as histórias da minha mãe, muito cedo. Mas esperei muitos anos até ser conquistada pela comida. O meu mais recente prazer.

No sítio onde os pássaros cantam

30 Mar

curtains

Sou quase sempre feliz. De manhã. Bem cedinho, às 6 horas Ou mais tarde quando a preguiça leva a melhor. E olho para além do vidro da minha janela, onde teimo em não pôr cortinas. Uma saída da praia desenhada de ramos vermelhos e verdes improvisa e protege-me dos olhares. É a minha barreira com o mundo, que me permite a liberdade da nudez. Sou quase sempre feliz no sítio onde os pássaros têm cantado muito por estes dias de primavera bebé, que parece não ter atingido os meses necessários de gestação. Às vezes acordam-me antes do despertador. Ontem embalaram-se num banho de espuma ao cair da noite, e foi a melhor música que podia acompanhar um momento único de relaxamento. Esvaziar a cabeça, não pensar em nada, e o canto dos pássaros. Hoje os pássaros cantam à chuva. E eu não saí de casa à volta da escrita, a minha outra escrita – da objetividade. Fiquei com eles e longe deles, dos pássaros. A concentração no texto levou-me constantemente para longe deles. Para agora regressar a eles, neste momento de intimidade com outro tipo de escrita. Ao canto dos pássaros que embalam os dias felizes, os meus. E os dias de sombras, que também são meus. As certezas e as dúvidas. Sou quase sempre feliz onde os pássaros cantam!

Hora do chá [tea time]

29 Mar

Tea time

tea

Apetece ir ver o mar. Ficar numa esplanada, perto dele. Ou num jardim. Quando o sol aparece, quase quente, e nos toca o ombro ao de leve. Mas a seguir uma gota de chuva, um sopro maior de vento e de frio, faz-nos desistir. Ficar na cidade, num programa tranquilo. À conversa com amigos. Pôr a conversa em dia, a conversa já tão atrasada! À volta de um chá de gengibre e limão. Em Lisboa. No Choupana Café. Um sábado feliz.

Já há malmequeres amarelos! [sweet Spring]

27 Mar

spring

spring flowers

flowers spring

É verdade que saí de casa com um dos casacos mais quentes que tenho. Porque está frio. E as nuvens cinzentas voltaram a espalhar-se nos céus de Lisboa (e agora até começou a chover). Mas, mesmo assim, a atmosfera é de ânimo. Um sopro de esperança. Há uma presença delicada da primavera escondida entre ervas, perto da minha rua. Já há malmequeres amarelos. Acabei de colher os primeiros desta primavera.

Bom dia [good morning]

27 Mar

muesli + strawberries

Já não sei como hei de desculpar-me. Prometo passar mais por aqui, e cada vez passo menos (já escrevi isto antes? Acabado de ter uma sensação de déjà vu!). Também diversifico menos os temas, do que desejaria. Porque não consigo acabar os dois livros que estou a ler há uma série de tempo. Porque não arranjo tempo para ir ao cinema. Porque passo os fins de semana a organizar-se. Resta-me, por isso, partilhar os rituais das minhas manhãs. Os meus pequenos-almoços saudáveis preparados e saboreados devagar. Mesmo que esteja ligeiramente atrasada para um encontro ou um compromisso. O tempo pára na minha cozinha enquanto preparo a taça de iogurte natural de soja a que junto o muesli cross (uma mistura de flocos de cereais integrais com frutos secos), morangos e amêndoas. Hoje foi assim, a receita mais simples. Haverá melhor forma de começar o dia?!

O jantar

25 Mar

dinner 1

dinner

Na dúvida, há salada. Gosto de saladas. Ao almoço, mas também ao jantar. Faça calor ou frio, gosto de comer saladas. Todas as saladas que a minha imaginação consegue criar. Hoje fiz assim: agrião, fatias de fiambre de peru, fatias de queijo, cubos de queijo President, fatias de abacate e tâmaras, um fio de azeite. E polvilhei com sementes de sésamo. Depois de um dia com alguns excessos ao almoço e ao fim da tarde, este era o jantar!

As semanas passam a correr

24 Mar

pink roses

the roses

E já é segunda-feira outra vez. As semanas passam a correr. E eu, de um lado para o outro. Dando por mim a repetir as palavras do coelho da Alice (no país das maravilhas) “Ai, ai. Ai, ai, vou chegar atrasada”.

Acordo cedo mais uma vez. Hoje. Preparo-me para a aula de localizada com uma boa dose de proteína, enquanto mentalmente vou fazendo a minha agenda. Conto com mais tempo livre esta semana. No último mês foi impossível tê-lo. Compromissos de segunda a sexta, tenho alguns ainda até dia 30. Mas a partir daí, a contar com mais horas para ler. Passar por aqui. Estar com os amigos.

É o fim de mais um ciclo. Curto e intenso. Não sei ainda para onde vou. O que se segue?! Mas decidi não deixar de caminhar!

Dia de panquecas [sweet Sundays]

23 Mar

suit breakfast

Normalmente, reservo as panquecas para os lanches (de sábado ou domingo). Acordo quase sempre com fome, pelo que é muito mais prático preparar uma taça de muesli com leite ou iogurte de soja, de iogurte natural de soja com fruta, frutos secos e sementes variadas. Ou até uma tentadora torrada barrada com manteiga, depois de aliviar a consciência com umas amêndoas e três ou quatro folhas de espinafres. Mas hoje, finalmente, quebrei este ritual de ‘preguiça’ e fiz umas panquecas simples para o meu pequeno-almoço. Que tomei bem pertinho da janela, devagar. O dia voltou a ficar… com algumas sombras, o sol tímido talvez. Mas a atmosfera fresca, àquela hora, convidava ao descanso. A não pensar em nada. E a sentir tudo. A textura do doce de morangos, com suave sabor a casca de laranja (do sul). E da leve acidez do doce de limão – a que juntei uma colher de doce de abóbora (não resisti e troquei o chá por uma caneca de café preto!)

Acordei assim [saturday selection]

22 Mar

honey

Com uma fome imensa. Sem fim. Acordei assim. A pensar em texturas suaves e fortes – eu estou sempre nos extremos! Em sabores que provocam os sentidos. E guiada por eles, escolhi este pequeno-almoço. Anda tudo à volta do mel – escuro, com sabor a rosmaninho, que trago de casa (do Alentejo). Não gosto de outro. Desta vez é das Romeiras . Duas colheres de sobremesa bem cheia sobre uma mistura de iogurte natural de soja, banana partida grosseiramente, à mão, duas colheres de sopa de Muesli biológico. E nozes, muitas nozes. Hoje é tudo muito. Tudo grande! Acordei assim. Cheia de fome.

Chuva de primavera [the rain. again]

21 Mar

dia de chuva

E voltou a chover. Apanhando-me desprevenida. Nem tive tempo de acolher a primavera – ontem – num post. O primeiro dia da estação da fertilidade. Tudo começa a nascer. Tudo renasce. Também era dia da felicidade. E eu andei distraída com as duas.

Hoje em casa, um pequeno ‘pulo’ na rua para as compras. Volto ao chá quente. Com sabor a gengibre e canela. Espero que esta nuvem passe.

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