O dia do pai

19 Mar

pai

A verdade é que eu não preciso que um dia me recorde alguém que eu continuo amar. Que eu sinto falta e saudades. Às vezes demasiadas saudades, demasiada falta. De qualquer forma, hoje fui surpreendida pela necessidade de escrever algumas palavras sobre o meu pai. Poucas. Porque quando o amor é grande eu não encontro palavras, curiosamente. Uso outros sentidos para expressá-lo. Os gestos, o toque. Mas já não posso abraçar o meu, como sempre abracei. Colocar as minhas mãos entre as dele e dizer-lhe que o amava. Espero que ele tenha compreendido essa linguagem. Sei que compreendeu.

Com o meu pai aprendi a olhar o longe e a distância. No fundo, ele era quase tão sonhador como eu. Também aprendi os valores de liberdade e igualdade. Com ele. E com ele fui para a rua treiná-los. Nos seus silêncios encontrei-me muitas vezes. Nos seus braços fortes protegi-me outras tantas. O seu colo era o meu refúgio, que afastava os ‘monstros’ que me assustavam à noite. Sinto tanta falta deste abrigo (o relógio da fotografia era do meu pai, ofereci-lho num dia do seu aniversário. Há muito tempo. Comecei a usá-lo nos dias em que me sentia mais insegura e frágil, mas depois ele começou a fazer parte de mim).

Advertisements

2 Responses to “O dia do pai”

  1. Maria iglesias March 29, 2014 at 22:43 #

    Olá Julinha! Também não preciso que me lembrem do dia do pai!,este foi o 2 ano que passo sem ele, se no passado ano ainda parecia mentira, este veio carregado de uma saudade que teima em apertar o coração, beijo Maria Iglesias (Sensus)

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: