Archive | May, 2014

Bom filme ao fim da tarde

30 May

Ladrao Bicicletas

Há semanas que andava com vontade de ver este filme: Ladri di Biciclette (Ladrões de Bicicletas), de Vittorio De Sica. Foi ontem à tarde, em casa, que concretizei o meu desejo. Num dos meus cantinhos preferidos, com o computador aos pés. Sim, vi-o no yotube. Uma versão bem velhinha (e também por isso as fotos ao ecrã estão péssimas) mas valeu a pena. Muito bom este drama passado em Roma do pós-guerra acossada pelo desemprego, que tem como protagonista Antonio Ricci, o homem que passa praticamente todo o filme à procura de uma bicicleta. Primeiro porque arranja um emprego onde lhe é exigido que tenha uma, e a sua está penhorada. E depois porque no primeiro dia de trabalho roubam-lhe a bicicleta entretanto levantada da casa de penhora.

LB

Com excelente fotografia, tem vários pontos altos esta longa-metragem considerada um exemplo do neorrealismo italiano. Por exemplo, a cena em que Maria, a mulher de António, arranca os lençóis da cama e os lava para depois ir penhorá-los, e com esse dinheiro levantar a bicicleta para que o marido possa aceitar o trabalho. Apesar da mágoa, está decidida a mais este sacrifício. A ideia de trocar um produto pelo outro foi dela, perante a vacilação do marido que não sabe o que fazer. De Sica parece querer chamar a atenção para o papel das mulheres em momentos cruciais?! Outro dos grandes momentos fílmicos acontece na casa de penhora quando a câmara acompanha a subida do empregado por uma escada, com mais uma trouxa de roupa nas mãos que deposita na última prateleira, junto ao teto. Uma panorâmica do enorme armazém revela-nos pilhas de roupa que parecem não ter fim, mostrando-nos a história de centenas de famílias romanas obrigadas a penhorar os seus lençóis. E, por fim, a própria caminhada inglória de António, com o filho, pelas ruas da cidade italiana. À procura da bicicleta roubada, com as emoções à flor da pele. O desespero agudizando-se a cada minuto, levando-o ao impensável! Vale a pena ver. Ou rever.

Dia da espiga

29 May

Dia da Espiga

[Comprei há pouco o ramo) Porque hoje é dia da espiga. Um dia de memórias da minha infância. Dos piqueniques nos campos do Alentejo. De maio a florir. De malmequeres e papoilas. Trigo e oliveiras. Do sorriso da minha mãe. Dos gestos do meu pai. De nós a brincar ao sol. Dia da espiga. E de memórias doces.

 

Inovar as manhãs

29 May

sumo maracujá

Aqui vou eu inovando as minhas manhãs, agora mais calmas outra vez. E ao mesmo tempo inventando formas de chamar o bom tempo, o sol e os dias quentes. Ambas as coisas passam pela minha cozinha, através da preparação da primeira refeição. Depois de passar alguns minutos à volta dos citrinos (laranjas e limões, que são a minha perdição), decidi juntar ao segundo maracujá – outra das minhas paixões em matéria de frutos, e criar qualquer coisa diferente. O resultado foi este simples sumo verde que acompanhei com nozes, queijo fresco e 3 tostas com farelo. Fiz o sumo assim: polpa de maracujá, sumo de meio limão, um pouco de água filtrada e uma dúzia de folhas de hortelã (não sigo medidas). Delicioso o meu pequeno-almoço. E fresco.

Depois do treino, aula de GAP

28 May

 

aula GAP

GAPDe regresso ao ginásio com mais tempo. E a horas ‘normais’! Tenho de admitir que já estava habituada ao horário das sete da manhã. E felicíssima com as fantásticas aulas de localizada da Paula Moniz. Sei que vou ter saudades. Já tenho. Mas, por outro lado, também foi bom reatar o clássico horário (até porque me permite dormir mais uma horita e meia!). E inaugurar este regresso com o Francisco Baptista por perto, uma vez que é ele que faz os meus treinos atualmente. E sentir que continuo em forma. Depois do treino, composto de vários exercícios ‘durinhos, durinhos para não perder peso’ – como o Francisco escrever na ficha – e tonificar, ainda me desafiaram para meia hora de GAP – uma aula de resistência muscular focada em três zonas essenciais: glúteos, abdominais e pernas. E eu, claro, aceitei. Porque a verdade é gosto disto!

As nossas escolhas

27 May

Frida Kahlo

Kahlo Frida

Cada vez me convenço mais que nada é gratuito. Não é infundado este humor que me tem acompanhado o dia inteiro. Esta vontade de me enrolar em mantinhas, este quase desalento. E lá fui eu pela tarde, hesitante. Primeiro arrastando-me. E culpando o tempo que voltou a ser de outono e cinzento, e faz frio e às vezes chove miudinho. Depois combatendo o desânimo com palavras positivas ditas em voz alta. Tentei distrair-me com um livro cuja leitura deixei praticamente a meio há quase um mês –, mas não consegui ler. Tentei arrumar as coisas à minha volta. Às vezes funciona, mas não funcionou. E quando já desesperava (admito que às vezes não me aguento!), veio-me à ideia o filme Frida (Kahlo), de Julie Taymor (vencedor de dois óscares da Academia), que retrata a vida da pintora mexicana. Muito especialmente, da sua complexa e longa relação com o mentor e marido, o também pintor Diego Raviera. Tenho o filme há anos, decidi vê-lo mais uma vez esta tarde. Sentada no sofá, desta vez direita como se estivesse na última fila de uma qualquer sala de cinema, e de olhos postos no ecrã com a máxima atenção, deixei-me embalar por esta maravilhosa história. Por o percurso intenso desta mulher igualmente intensa em todos os campos da vida. E sobretudo de uma grande vontade e coragem. Mais do que o seu trabalho repleto de muitos temas inquietantes, que muitos conotaram como surrealista, estou certa que foi a coragem de Frida que me trouxe hoje aqui. [Frida Kahlo recusou sempre esta catalogação da sua obra. Disse sobre o assunto: “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade.”]

Segunda-feira. A começar a semana

26 May

2 f de manhã

Segunda-feira

Parece mais do mesmo, mas há subtis alterações no meu pequeno-almoço pós treino. Sim, porque já fiz uma aula de localizada, com muito trabalho de abdominais! Hoje, a clássica taça de iogurte natural de soja ‘esconde’ no fundo uma porção de maçã reineta cozida com canela. Também inovei a receita, juntando-lhe arandos desidratados bio. Como sempre há banana, que desta vez optei por cortar às rodelas e não esmagar. Ainda no grupo dos clássicos, há sementes de chia e uma boa mão-cheia de amêndoas torradas. Ao levantar, e antes de sair para o ginásio, bebi um chá verde quente – um excelente antioxidante para começar o dia -, uma fatia de fiambre de peru, duas nozes e um biscoito de alfarroba (também bio).

Na temperatura certa

23 May

papas de aveia

aveia papas

Umas boas papas de aveia ao pequeno-almoço fazem o meu dia, especialmente quando as temperaturas baixam. Como-as mornas, como eu gosto mais. Reconfortam-me. A receita é a de sempre, mais ou menos ingredientes. Hoje, os flocos de aveia integral foram cozidos em leite magro. Dois minutos antes de retirar a mistura do lume, juntei-lhe uma porção de sementes de goji. Depois deixei arrefecer no prato. O necessário para juntar-lhe alguns mirtilos e estes continuarem frescos. Antes cobri tudo com uma generosa camada de canela, nozes e amêndoas torradas. Não resisto a amêndoas torradas!

Dos meus passeios

22 May

Intendente

Intendente Lx

No último mês tenho percorrido a cidade. Normalmente saio de casa de manhã, com o destino definido. Ou ao fim da tarde. Aproveitei os dias de calor agora interrompidos, que me fizeram acreditar que o verão chegara mais cedo. E a sério. Não foi assim! Recolho ao ‘ninho’. Ontem fui ‘apanhada’ pela chuva. E voltei a por uma mantinha sobre os joelhos. E enquanto espero que esse tempo bom regresse, vou selecionando alguns momentos dos percursos feitos (estes pelo Intendente). Entretanto, já decidi que vou incluir estas caminhadas na minha rotina semanal. Pelo menos um passeio por semana, enquanto me divertir. Gosto da luz de Lisboa!

Gula pura!

20 May

Gula

Isto é o que eu chamo o verdadeiro pecado da gula. E acabei de cometê-lo. Hoje. Neste mesmo momento. Depois de um caldo simples de legumes, servido numa pequena malga, caí em tentação e devorei este prato de requeijão de cabra, de Seia, com amêndoas torradas e três colheres (bem servidas) de doces caseiros (feitos por mim) –  de morango, de abobora e de limão. O regresso do ‘inverno’ provoca-me estes caprichos!

Depois do treino

19 May

Sumo de morango

Hoje acordei em cima da hora (porque houve ‘cinema’ pela madrugada). Mas decidida a fazer a aula de localizada das segundas-feiras. Manhã cedinho, às sete. A aula da Paula Moniz a esta hora (temos outra à quarta-feira) é o antídoto para todos os males. Não paramos, é a doer, mas é divertida. É o meu teste de força. E a minha motivação para tudo o que implica maior esforço. Ainda que psicológico. No regresso a casa mimei-me com este fantástico sumo de morango a que juntei uma colher de sopa de sementes variadas (chia, linhaça e sésamo). E este pão de cereais com queijo fresco, uma fatia de presunto e umas folhas de agrião (poucas, porque a embalagem estava no fim). Preparada para a próxima tarefa. Preparada para o dia.

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