Archive | August, 2014

Adeus agosto

31 Aug

Ceu em agosto

Aproveitar este céu lindo, muito azul, enquanto o tempo das nuvens não chega. Último dia de agosto, a vinte e dois dias do outono. Como eu gosto desta sensação de passagem, de fim e princípio. Acompanhar a mudança das paisagens, descobrir novas cores e novos cheiros para apetecer novos sabores. Lá fora tudo muda. Primeiro com gestos tímidos. Cá dentro também. E, de repente, numa hora qualquer vejo-me a abrir baús à procura de mantinhas quentinhas. Mas ainda não será hoje que o dia é quente e ainda é verão, e há uma promessa de que o calor vai prolongar-se. Com um pouco de ‘sorte’ ainda volto a ver praia. E muitos céus azuis como o de hoje,  sobre o pinhal.

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Dias de fim de agosto

29 Aug

O mar e o ceu (S. João)

mar com ondas (S.João)

mar S.João

A aproveitar a praia e o sol, antes que os dias cresçam cinzentos. O mar estava lindo com ondas inquietas e o céu muito azul. Fez calor nesta sexta-feira, muito calor. E eu não me cansei de olhar o mar. E preguiçar sob toalhas estendidas na areia.

Refeições simples (como eu gosto!)

28 Aug

couscous espelta com cogumelos

Couscous espelta

Perfeito para estes dias em que estou mais ocupada, sem tempo para me entregar na cozinha à confeção de pratos mais complexos. Mas também na sequência de leituras que andei a fazer nas últimas duas semanas, senti-me inspirada a preparar  couscous (o meu é espelta bio) para o  jantar. Muito simples  esta minha conjugação de trigo vermelho com cogumelos, que ganha identidade  com a fusão do gengibre.  E em trinta minutos tinha tudo preparado. [Coloco os cogumelos lavados e enxutos numa frigideira com um pequeno fio de azeite bio, tempero com flor de sal, e deixo cozinhar por um período de tempo curto. Dois minutos antes de retirar do lume, junto-lhes uma colher bem cheia de gengibre fresco ralado, envolvo, e deixo cozinhar mais dois minutos. Aproveito o suco que sobrou da preparação dos cogumelos, junto-lhe um pouco mais de água, e quando esta ferve verto-a sobre o couscous e deixo repousar. Mais tarde solto os grãos com um garfo e junto-lhe os cogumelos. Gosto bem quente]

Let´s get fit

27 Aug

Mais uma manhã no ginásio, entre a bicicleta e o remo (adoro! não passo sem 50 minutos semanais no remo, pelo menos), para depois partir para os exercícios dirigidos às minhas necessidades e objetivos. Reunir ‘os brinquedos’, uma forma divertida de nos referirmos ao material de trabalho que, meu caso inicialmente é a bola, são halteres de diferentes pesos e formas e caneleiras, e começar literalmente a transpirar. No final do treino trabalho no TRX.

Apesar da exigência, mas também por isso, adoro o segundo conjunto de exercícios, uma sequência de 3 com trabalho na bola. Mas o tríceps supinado com halteres sobre a bola é o grande desafio para mim que tenho uma ‘relação conflituosa ‘ com a cervical. Que orgulho, já estou a levantar 7 quilos em cada mão! (não sei se me deixarão ir mais longe, mas há uns tempos não pensava chegar aqui).

A outra exigência deste exercício é o trabalho simultâneo do abdominal, pois há que manter a bacia firme em cima. Esta parte faço quase de olhos fechados, uma vez que tenho o treino de Pilates. De qualquer forma é preciso gostar disto, exige muito empenho e concentração. Mas ter treinadores fantásticos como eu tenho a sorte de ter ajuda imenso. Não, não tenho PT. Tenho excelentes profissionais atentos e disponíveis no Jazzy Life Club (no Estádio do Benfica) que me orientam e se envolvem. Hoje, o obrigado especial vai para a Arlete Rego, que até tirou a fotografia.

Fiz salada com figos (lunch time!)

26 Aug

salada com figos

Não resisto aos primeiros e aos últimos figos do ano! Estes que comprei na mercearia dos Sr. Orlando são pequeninos como eu gosto, com o sabor doce acentuado que se demora na boca por uns minutos mágicos. Lembram os figos que o meu pai colhia da enorme figueira, manhã cedinho para o meu pequeno-almoço. Também por isso eu não resisto a este fruto tão generoso capaz de nascer em qualquer campo. Traz-me os sabores da infância, a sensação de proteção e mimo, a lembrança do calor do colo do pai e da mãe, destes amores genuínos agarrados à memória e à pele. Hoje revivi (mais uma em tantas vezes) os primeiros anos da minha vida, enquanto preparava uma pequena salada para o meu almoço tardio, assim tão carregado de simbolismo. Simples: um queijo fresco e uma fatia de queijo com gosto encorpado e frutado (cheiinho de bolas giras, como os queijos que ilustravam os ‘ataques’ de ratinhos no livros infantis!), os meus figos de mel pequeninos, rúcula selvagem, uma fatia de fiambre de peru, e um pequeno fio de azeite.

Voltei às minhas papas de aveia

25 Aug

aveia com caju

Já não sei quando tinha comido as últimas papas de aveia?! Confesso que tenha andado pouco focada na alimentação. Na verdade tenho-me alimentado menos bem, horas sentadas ao computador. Nestas alturas acabo por exagerar no que chamo “ração de combate”, alimentos pouco saudáveis que me vão dando uma falsa energia. Mas acabou-se! Já abasteci a despensa e o frigorífico de legumes e grãos, tofu e espinafres, fiambre de peru, ovos, frutas e muito outras coisinhas essenciais para um plano equilibrado. E agora vou ser pragmática, criar um horário e colocá-lo no ambiente de trabalho do meu computador e, depois, disciplinar-me para gerir melhor o meu tempo. O prazer desta taça de papas de aveia convida-me a cumprir a promessa. [Cozi os flocos de aveia integral em leite magro, deixei arrefecer e cobri com muita canela, abacaxi, mirtilos e cajus] Que conforto este regresso aos meus sabores!

A meio de agosto

20 Aug

A arvore

Sinto que o verão foge, enquanto espero voltar a ter mais tempo para mim. Os últimos dias preenchem-se de concentração na escrita. Ainda não consegui organizar-me de forma a voltar a ler umas páginas do romance que deixei no princípio há semanas (A sombra do vento). À noite só me apetece aninhar no sofá, olhos postos na televisão a ver um ‘bom filme’ – o que é difícil neste momento. E, assim, tenho ‘visto’ maus filmes. Mas também não me importo, pois ao fim de meia dúzia de cenas já estou com sono. Adormeço mais cedo – cansada, porque tenho mais tarefas para cumprir –, no dia seguinte consigo estar mais cedo no ginásio para fazer os meus treinos e as minhas aulas de Pilates. Atravesso as manhãs cedinho, onde a fuga do verão se sente todos os dias um pouco mais. Numa certa neblina, numa suave nota de vento frio. Curiosamente, hoje o sol brilhou mais cedo e não havia nem frio nem neblina. Também o vejo esgotar-se, o verão, nas tardes que entardecem mais cedo. Será mesmo assim? Ou são só os meus estados de alma?

Não fui de férias

17 Aug

Lisboa Cristo Reis

O que é isso ir de férias? Ter um emprego e gozar vinte e alguns dias por ano longe dele? Sair da zona de residência e ir a banhos, para um destino balnear qualquer? Ir para o campo (ou para a montanha) apanhar ar puro? Ou, se pelo contrário vivermos nele todo o ano, ir ao encontro das belezas e dádivas urbanas? Ir para o estrangeiro?

É que eu não vou fazer nada disso. Vou ficar por aqui na minha casinha, na minha vida normal – e tão incerta –, agarrada ao computador. E como não ando nos meus melhores dias, prefiro poupar-vos ao meu mau humor. Vou passar menos por aqui. Só virei quando tiver ânimo – e quase sempre para falar da minha alimentação, das idas ao ginásio, que são assuntos triviais, o lado mais simples da minha vida.

Se eu falasse das minhas emoções tinha conteúdo para muitos posts, mas acreditem que os aborrecia terrivelmente. Sobretudo nestes momentos em que, como diz uma amiga minha, “o melhor é ficar muito sossegadinha à espera que a ‘onda’ passe”. Para além de que só falo em público de dias lindos, cheios de esperança. Aprendi em casa que as angústias devem ficar em espaço privado! Ainda não estou prepada para cortar com esta tradição. Talvez seja  falta de coragem. [Deixo-vos esta janela sobre o rio Tejo].

Passeio por Lisboa

13 Aug

Do Cais do Sodré ao Camões, subindo a Rua de Alecrim. Num fim de tarde

A melhor companhia para escrever

12 Aug

A hora do chá

A preparar o chá

Também gosto dele frio. Mas quente dá outro consolo, sobretudo nestes dias de agosto tão incerto. O chá de gengibre calma-me e ajuda-me a pensar, por isso faço dele a minha companhia segura nos dias em que sei que vou ficar muitas horas em frente ao computador e em que me é exigida a máxima concentração. Sim, é verdade, também gosto de bebericá-lo em frente à televisão, a ver um bom filme pela tarde ou pela noite dentro. Conclusão: gosto de chá de gengibre a qualquer hora. E adoro prepara-lo espremendo o limão, ralando o gengibre, adicionando a canela em pó e o mel, as folhas frescas de menta… devagar, cumprindo um ritual.

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