A meio de agosto

20 Aug

A arvore

Sinto que o verão foge, enquanto espero voltar a ter mais tempo para mim. Os últimos dias preenchem-se de concentração na escrita. Ainda não consegui organizar-me de forma a voltar a ler umas páginas do romance que deixei no princípio há semanas (A sombra do vento). À noite só me apetece aninhar no sofá, olhos postos na televisão a ver um ‘bom filme’ – o que é difícil neste momento. E, assim, tenho ‘visto’ maus filmes. Mas também não me importo, pois ao fim de meia dúzia de cenas já estou com sono. Adormeço mais cedo – cansada, porque tenho mais tarefas para cumprir –, no dia seguinte consigo estar mais cedo no ginásio para fazer os meus treinos e as minhas aulas de Pilates. Atravesso as manhãs cedinho, onde a fuga do verão se sente todos os dias um pouco mais. Numa certa neblina, numa suave nota de vento frio. Curiosamente, hoje o sol brilhou mais cedo e não havia nem frio nem neblina. Também o vejo esgotar-se, o verão, nas tardes que entardecem mais cedo. Será mesmo assim? Ou são só os meus estados de alma?

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