Archive | October, 2014

A noite chega mais cedo

28 Oct

A noite chega mais cedo

Admito que trabalho a maior parte do tempo com as costas viradas para a minha janela (decididamente, não funciona trocar o lugar da mesa com o do sofá). Levanto-me várias vezes para olhar através dela, enquanto beberico um chá, ou depois dos alongamentos, e fico ali a descontrair e a preguiçar. Mas as sombras tocam-me no ombro cada vez mais cedo, um bocadinho mais desde domingo. Escurecem o ecrã do computador, obrigando-me a ligara a luz. Agora é que não tem remédio, é mesmo o outono que aí vem, nas tardes com cheiro a castanhas de S. Martinho (que já está próximo), nas noites que chegam mais cedo. Finalmente, começa a apetecer mantinhas!

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Devagar (mesmo que tenha pressa)

27 Oct

Lisboa e o Tejo

Prometi desacelerar no que me é possível. E com muito esforço, porque a minha energia é ‘qualquer coisa’ inesgotável, cá vou cumprido… Ao quarto dia deste compromisso, o saldo parece-me razoavelmente positivo. É verdade que continuo a passar muitas horas sentada ao computador a escrever, mas agora estou a conseguir fazer várias paragens para alongamentos específicos – espreguiçar como os gatos fazem tem agora horas marcadas, para além da sala de aulas de Pilates. E de frente à minha janela, por onde continua a entrar um glorioso sol amarelo, indiferente ao outono e à mudança dos ponteiros do relógio para hora de inverno, cuido da postura com posições de supermulher. Prometi andar mais devagar, mesmo que tenha pressa. Fazer pausas entre as coisas, as outras. Respirar mais, inspirando e expirando suavemente. Prometi aquietar a cabeça. Prometi continuar a ter esperança.

Dia com céu azul

23 Oct

Dias de ceu azul

Magnífico este verão outono a dentro. Com dias de céu azul, sol e calor. Voltei a virar gavetas, e a vestir a roupa que já tinha lavado e guardado, naqueles dias em que a chuva construiu rios pela baixa de Lisboa. E mudei de perfume, resgatando as inconfundíveis notas florais Roger&Gallet.

Magníficos estes dias de céu azul e de ânimo, também porque estou de regresso ao ginásio. Reatei as minhas aulas de Pilates (que me fazem tão feliz!) praticamente sem limitações. Mas foi preciso fazer algumas alterações no plano de treino, dar descanso à musculação (que eu tanto gosto!). A um ritmo mais lento do que o costume estou a voltar às minhas rotinas, apoiada nestes fabulosos momentos de sol. E esperança. [Gorgeous days!]

Feira de Velharias

21 Oct

Paço De Arcos, feira velharias

Paço de Arcos (Feira de Velharias)

Feira Paço d'Arcos

Sim, domingo deu para tudo! Depois de muitos fins de semana seguidos sem sair de casa, sentada ao computador, fui ver o mar do Guincho (deixei algumas imagens aqui) e ao fim do dia visitei a Feira de Velharias de Paço de Arcos. Um acontecimento que se repete todos os meses, no terceiro domingo de cada um – no jardim. Já não visitava uma feira há imenso tempo, e de velharias há mais ainda. E, no entanto, gosto tanto de passear e demorar-me nestes cenários cheios de cor e de cheiros, carregados de objetos com histórias. Um prazer, desta vez com mar ao fundo!

Perto do mar

20 Oct

The sea

O último olhar sobre o mar. Ontem, ainda na praia do Guincho. Num dia de outono com sabor a verão. Com gente na paisagem.

No Guincho (ainda)

20 Oct

Guincho domingo de sol

Guincho (neblina)

Ainda do passeio de ontem no Guincho – com um Guincho ao sol, mas a certa altura também sob uma suave neblina. Domingo de verão, em pleno outubro, quando ainda no dia anterior me apetecia pendurar bolas de Natal. Momentos inesperados de beleza e equilíbrio, perto do mar!

O mar e o sol

19 Oct

Guincho ao sol

Guincho, o mar

Guincho

Mar a dentro Guincho

E o sol voltou. E o calor. Dia de verão, a meio de outubro (já vamos a 20). Domingo perfeito, inesperado. Para os lados do Guincho, o mar vestiu-se de prata.

Hoje começámos assim

18 Oct

aveia+maça+iogurte

Um pouco fora da hora programada, e com a agenda da manhã preenchida pelas compras (de legumes e fruta fresca), acabei por cozer mais umas papas de aveia em água com cenoura ralada. Deixei arrefecer um pouco e cobri-as com maçã ralada (sempre pink lady, adoro-as!) canela (para dar energia), cajus (não resisto aos frutos secos) e iogurte (de laranja, limão e lima, o meu Grego preferido porque tem casquinhas de frutos e um sabor suavemente ácido). Daqui a pouco vou voltar para a escrita, talvez a teclar o dia inteiro. Mas antes não resisto a um café feito em casa, para beber perto da janela (perfeito porque há sol), enquanto leio o Expresso em papel. Como eu gosto de ver as minhas mãos com tinta, e de sentir-lhe o cheiro!

Gosto tanto desta hora!

16 Oct

Principio da noite

Gosto tanto desta hora do dia, a uns segundos de entrar na noite. Quando não chove, o céu não perde todo o azul e a luz dos candeeiros se acendem. Às vezes, como ainda há pouco, a esta hora, as paredes enfeitam-se de pequenas sombras, as últimas do dia. Tudo fica maior, grandioso. São segundos de magia, de princípio e fim. Belos. Sublimes. Não havia vento ainda há pouco. A esta hora, tudo era sossego. E eu tive o meu primeiro pensamento de Natal.

Costumo esperar que aconteça o melhor

14 Oct

A vida

Paciência nunca foi o meu forte. Aprendi-a com muitas horas de estudo e de exercícios práticos. Uns atrás dos outros. Nas primeiras tentativas saia-me tão mal que tinha de apagar tudo, vezes sem conta! Então havia dias em que de tanto errar faltava-me a paciência.

E como a perseverança em mim funcionava com movimentos de montanha russa, havia horas em que só me apetecia enrolar o corpo como se tivesse muito frio. Era a descida na montanha, de forma desajeitada. Ficava com aranhões nos braços. Mas pouco depois lá estava eu, como uma criança que no recreio sacode a terra dos joelhos e limpa o rosto na manga da camisola, e decidida regressa ao jogo da bola para ganhar a partida.

Punha-me em bicos de pés para testar o equilíbrio como costumamos fazer nas aulas de Pilates, e voltava a escalar a montanha. Nem sempre à mesma hora, às vezes treinava ‘às cegas’ pela madrugada. Finalmente, consegui construir a minha gruta num lugar lindo da montanha nove palmos acima do meio-caminho, de onde consigo ver a luz das estrelas nas noites de lua nova. [É uma gruta leve e desmontável, está preparada para ser transportada mas num só sentido: para cima]

Agora tenho mais paciência e muito mais perseverança. E tanto mais para aprender! Pois em mim há muito de trabalho, dedicação, vontade, para além da energia inesgotável e do entusiamo naturais. Também nasci otimista e, talvez por isso, em tempos de incerteza, costumo esperar que aconteça o melhor.

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