Costumo esperar que aconteça o melhor

14 Oct

A vida

Paciência nunca foi o meu forte. Aprendi-a com muitas horas de estudo e de exercícios práticos. Uns atrás dos outros. Nas primeiras tentativas saia-me tão mal que tinha de apagar tudo, vezes sem conta! Então havia dias em que de tanto errar faltava-me a paciência.

E como a perseverança em mim funcionava com movimentos de montanha russa, havia horas em que só me apetecia enrolar o corpo como se tivesse muito frio. Era a descida na montanha, de forma desajeitada. Ficava com aranhões nos braços. Mas pouco depois lá estava eu, como uma criança que no recreio sacode a terra dos joelhos e limpa o rosto na manga da camisola, e decidida regressa ao jogo da bola para ganhar a partida.

Punha-me em bicos de pés para testar o equilíbrio como costumamos fazer nas aulas de Pilates, e voltava a escalar a montanha. Nem sempre à mesma hora, às vezes treinava ‘às cegas’ pela madrugada. Finalmente, consegui construir a minha gruta num lugar lindo da montanha nove palmos acima do meio-caminho, de onde consigo ver a luz das estrelas nas noites de lua nova. [É uma gruta leve e desmontável, está preparada para ser transportada mas num só sentido: para cima]

Agora tenho mais paciência e muito mais perseverança. E tanto mais para aprender! Pois em mim há muito de trabalho, dedicação, vontade, para além da energia inesgotável e do entusiamo naturais. Também nasci otimista e, talvez por isso, em tempos de incerteza, costumo esperar que aconteça o melhor.

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