Archive | November, 2014

Ler a ‘sujar’ as mãos!

30 Nov

ler

Depois de cinco dias em frente ao ecrã, mão direita no rato, a saber o que acontece por cá e no resto do mundo, sabe bem sair de casa para ir comprar o jornal. São uma delícia estes fins de semana a ler notícias ‘sujando’ as mãos, aspirando o suave cheiro a tinta. Foi assim ontem pela tarde, com um sol maravilhoso a entrar pela minha janela. Hoje o dia está cinzento, mas ainda há muito para ler.

Dias de nevoeiro

27 Nov

Nevoeiro

O nevoeiro. O frio a roçar-me o nariz. Ajeito o lenço de lã por baixo dos olhos, ajeito os dedos nas luvas. E caminho. Inspiro a manhã. Hoje saí de casa sem rumo certo, sem destino. Não cumpri as ‘cerimónias’ de sempre, dos dias que começam. Não me apetece cumprir horários Apetece-me inspirar este ar quase gélido, caminhar para lugar nenhum por entre o nevoeiro branco, denso. Às vezes preciso disto. De purificar-me assim!

Love it!

26 Nov

Youssou n'dour

Continuo assim, tarde dentro, por entre a chuva que continua lá fora. Confortando-me com pequenos prazeres, os maiores, para além das mantinhas de lã. Uma viagem pelos sentidos a ouvir agora esta ‘Deep Forest’ de Youssou N’dour e a bebericar chá de gengibre. Enquanto escrevo. E leio as notícias que vão chegando ao Twitter.

Ritmos que inspiram

26 Nov

Inspiração musica

No dia em que a chuva voltou, fico em casa com mantinhas nos joelhos e dedos no teclado (computador). Tanta pesquisa para fazer, tanto para escrever, e eu longe dos meus melhores dias. Estou adoentada! Já tomei mais cafés do que devia! Levanto-me hora a hora para alongar-me, ver a chuva lá fora, e ir aqui (na foto), buscar mais um CD. A tarde começa a fluir com a magia de John Coltrane (cada vez gosto mais deste senhor), Sarah Vaughan e Nat King Cole!

Um pouco de campo na cidade

25 Nov

O campo na cidade

É tudo o que eu gosto: viver na cidade a atravessar jardins, encontrar lugares onde possa respirar. São espaços que me lembram o campo, que me emprestam por minutos a sensação de repousar o olhar num bocado de paisagem verde, sem ter de atravessar a escuridão da noite – que de tão bela é sublime, e que de tão sublime é insuportável. Faz doer cá dentro, não sei muito bem onde?! Talvez doa tudo. Gosto do campo, mas não sei viver com ele. Estou condenada a este amor assim, eu e ele. Vemo-nos às vezes, quando volto ao Alentejo. E, então, vivemos dias intensos. Mãos nas mãos, olhos nos olhos, até à dor. Então, sei que tenho de partir, de voltar. Gosto do campo, mas porque não sei viver com ele, procuro-o aqui na cidade. Às vezes encontro-o. E, então, segredo-lhe os meus dias, sussurro-lhe os meus desejos. Com esperança que o vento possa soprar para sul. Quem sabe numa outra vida, esse amor não possa realizar-se? Quem sabe se é tão belo assim porque impossível?

À janela

24 Nov

paisagem de outono (à janela)

Gosto de janelas. Demorar-me nelas debruçada ou nariz no vidro, de acordo com a estação do ano, e se chove ou há sol, se faz frio. É um hábito que me acompanha desde sempre. Quando era criança pequena colocava um banquinho para olhar através dela, com sorte talvez a minha mãe me deixasse ir brincar para a rua. Depois cresci mais um pouco e voltava lá para sonhar: ‘quando crescer quero comprar todos os livros do mundo, quando crescer quero viajar, quando crescer quero ser’ [Acabo de perceber que não me tenho saído mal!] Agora estar na janela ajuda-me a pensar, a organizar o pensamento, a tomar decisões. E às vezes também não acontece nada disto, fico só a olhar a paisagem. Hoje foi um dia desses. Assim vai o outono hoje, a partir da minha janela.

Não resisto!

23 Nov

Christmas

Eu sei que ainda estamos em novembro, mas eu não resisto! Vou ao encontro do natal através da minha caixa de bolas e estrelas guardada ano após ano, e trago pequenos apontamentos para a minha sala em modo aconchego. O melhor do outono/inverno é mesmo esta época, com todas estas luzinhas de muitas cores e formas que se iluminam nas árvores e nos presépios. É uma viagem pela magia, de regresso à infância. Eu viajo pela minha, sentindo-me abençoada.

Doce fim de semana

22 Nov

bolo de toranja

A partir de uma receita antiga de bolo de laranja que andava lá por casa, fiz um de toranja. Perfeito para o chá. Mas também resulta muito bem com uma generosa caneca de café preto, como acabo de verificar. Não resisti a uma fatia ao meu pequeno-almoço! Fiz assim: 5 ovos (as claras são batidas em castelo) 250 g de açúcar, 150 g manteiga sem sal, 220 g de farinha, sumo de meia toranja e raspa de uma. Levei ao forno a 200ºC, durante 40 minutos, em forma forrada com papel vegetal.

Ainda sobre o outono

21 Nov

atumn

Ainda sobre o outono e folhas coloridas, mas hoje bem juntinhas aconchegadas no passeio. E do jardim que mora três andares abaixo do meu. Ainda sobre o outono, mas hoje cheio de luz, pois há um sol amarelo redondinho no céu que nos aquece do frio dos últimos dias. Perfeita, esta sexta-feira!

Notas de novembro

20 Nov

leaves

Como é possível não gostar do outono, com estas paisagens de folhas caídas cor de sol e de fogo, e de terra? Eu não resisto a esta beleza sublime! De regresso do treino, paro para olhá-la, demoro-me com ela se nenhum compromisso urgente me espera. Hoje chovia, mas foi assim. E ao longo do dia espreito-a da janela.

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