Chegou novembro

2 Nov

Jardim Gulbenkian

Gulbenkian

À distância de pouco mais de um mês do natal, com o sol empoleirado na janela, sinto-me perdida no tempo. Por um lado adoro esta aragem quente, o toque da roupa de verão sobre a pele – a atmosfera que nos permite passear por jardins até quase ao anoitecer, como ainda ontem aconteceu através da exuberante vegetação da Gulbenkian, depois de ver uma interessante exposição de Caligrafia Japonesa. Por outro apetece-me um pouco de chuva suave, a densidade do nevoeiro a envolver as minhas manhãs cedo. Tenho saudades do cheiro da madeira queimada a sair das chaminés, de embrulhar-me em mantinhas e ficar assim, enroscada no sofá, com mãos de fora a escrever listas de gratidão… e de presentes. Apetece-me a magia do presépio, desembrulhar bolas e estrelas, começar a enfeitar a minha árvore, tecer desejos para um novo ano. Com sol e calor não é Natal, na melhor das hipóteses é Páscoa. O meu Natal é frio, com dias cinzentos ainda que não chova. Tenho medo que perca a magia, se o calor insistir agarra-se aos nossos dias, e entrar por dezembro.

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