Archive | December, 2014

Só pode correr bem

31 Dec

florescer

É com este espírito que encaro cada novo ano, nos últimos que tenho vivido. Com otimismo e esperança que aconteça o melhor nos dias que estão para vir. Em tempos de incerteza e insegurança, a única coisa inteligente a fazer é manter esta chama e a força, a capacidade de luta. Parece-me. O resto é coragem, resiliência e paciência. Uma dose de sorte, ainda que pequena, também dá sempre jeito. Enquanto espero ser abençoada pela minha fada boa vou fazendo a minha parte. Só pode correr bem. Enquanto espero sou feliz. Porque a felicidade é feita em casa! Feliz 2015 (Happy New Year!)

Quase lá [em 2015]

30 Dec

quase la

Não tenho o hábito de deixar tudo para a última hora. Sou organizada na medida certa e obsessivamente disciplinada a maior parte do tempo, mas acabo a correr de um lado para o outro todos os fins de ano. Não, normalmente não é por causa dos programas festivos! Este ano não é. Pois na  impossibilidade de viajar para um país bem quentinho, ir dar umas braçadas nos mares das Caraíbas, que era o que eu realmente queria, vou fazer a minha passagem de ano em casa entre mantinhas quentinhas na companhia de um livro e um chá ou um copo de vinho – o que me apetecer no momento, que eu nestas coisas funciono por impulso e tenho a grande vantagem de não ter de negociar os meus desejos. Ando a correr porque gosto de correr no fim de cada ano. Acabo de perceber! Ando a correr porque gosto de arrumar gavetas e a minha enorme gaveta (a cabeça). Sou mulher de rituais como já vos ‘confessei’ aqui várias vezes. Gosto de fechar e abrir ciclos com cerimónias. Limpo o antigo, purifico-me para o novo. E há três dias que ando nesta labuta, que dou por terminada hoje. Esta noite começa o meu descanso. À minha volta, quero que tudo seja sossego para eu preguiçar, deixar-me ir. Estou quase lá, em 2015.

O silêncio da cidade

29 Dec

O jardim

jardim

A ausência de passos, a ausência de rostos. A ausência de gente. Esta é altura que, de regresso a Lisboa, gosto de perder-me no silêncio das suas ruas. Entre o Natal e o fim de cada ano. Nos bancos vazios das pequenas praças e dos jardins só passa o vento.

No lugar das casas brancas

27 Dec

rio

alem rio

relogio

0 Largo

pormenor do largo

r forno

Quatro dias de absoluta tranquilidade e mimo no lugar das casas brancas. No sítio onde a serra abraça a planície. Tive sol, o sol brilhou maravilhoso sobre os montes vestidos para o inverno. E houve nevoeiro. Os dias de inverno começam sempre com um enorme manto de nevoeiro cerrado sobre a vila. Lembro-me de brincar com ele às escondidas quando era criança. Ao jogo do aparece desaparece, e eu desaparecia no meio dele. E fez frio, muito frio. Depois a temperatura subiu, suave fim de dezembro (ontem quando regressei a Lisboa, o frio tinha voltado). Um retalho de estações, num presente da Natureza só para mim. Entre os muitos momentos passados na cozinha, a preparar os doces natalícios e a bebericar cafés fumegantes, percorri as ruas de Mértola captando planos sobre o rio, das casas dispostas em cantareira até tocar o castelo, do Largo do Rossio. Recantos mágicos para repousar. Respirar. Sentir.

Bom dia, inverno

21 Dec

primeiro dia de inverno

Primeiro dia de inverno. Frio, muito frio, com sol quente. Um dia lindo, transparente, seco. O mais pequeno do ano, o último de sagitário. Os piores dias estão para vir. Não gosto dos rigores do inverno, da chuva e do vento a soprar à minha janela. Não simpatizo com janeiro ou fevereiro, fico inquieta à procura do primeiro botão de amendoeira. A única a vantagem é que depois deste dia curtinho, os que vem são para crescer. Até ao Natal não se vai perceber, mas depois dos Reis eu costumo sentir a diferença. Ao princípio ainda não é na luz, na claridade, é no ar que se respira – é menos denso, mesmo que haja frio, ou chuva. Enquanto esse respirar não chega, vou viver o Natal no calor da casa, a da família, entre mimos e lembranças boas de outros tempos. Momentos e memórias que se agarram ao branco da cal das casas brancas, que vivem na minha memória, no meu coração, na minha pele

O outro lado da cidade

18 Dec

Jardim das Maria

Jardim

Jard Marias

JM

E de repente, entre prédios altos, este recanto absolutamente fabuloso: o Jardim das Marias, para os lados da Estrada de Benfica. Há sempre imenso por descobrir na cidade.

Gosto, gosto, quero, quero

16 Dec

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E é isto, Pai Natal. Dá-me estes Converse All Star Chuck’70 Missoni Zip Suede. Um luxo de sneakers, forrados com o sofisticado tecido Missoni em cores terra. E devem ser deliciosamente quentinhos e confortáveis! Dás, Pai Natal?! Eu prometo ser boazinha.

Dezembro ao sol

15 Dec

R Salitre

Rua Salitre

Salitre

A luz de Lisboa, principio de tarde. Dezembro ao sol, por entre o frio. A subir a Rua do Salitre, e depois a descer, com a Av. da Liberdade ao fundo. Absolutamente mágica esta cidade com vistas.

Amanhecer

12 Dec

Amanhecer

Amanhecer E

Amanhecer C

Seis da manhã: quinta-feira, lá fora ainda está escuro. Abro a janela. Está frio. Nos apartamentos dos prédios em frente do meu, há pouquíssimas luzes acesas. Lisboa ainda dorme por aqui.

Depois das sete horas: quinta-feira, manhã fria, as luzes da rua desligaram. Já estou a caminho. Num piscar de olhos uma mancha cinzenta escura no ar. Ainda não era dia. Manhã fria. O nevoeiro da noite agarrado aos vidros. As ruas com pouco transito, ainda. Gosto do silêncio das manhas!

Bom dia

10 Dec

aveia abacate

A manhã já vai longa, eu sei. Mas mais uma vez saí de casa à pressa, em cima da hora, porque acordei atrasada quinze minutos e com vontade de comer papas . Portanto, ainda tive de ir para o fogão cozinhar a minha mistura de flocos de aveia com água e sementes de gojis – o magnífico antioxidante em forma de pequeninas bagas vermelhas desidratadas. Polvilhei com canela, muita como eu gosto, para dar energia, e juntei-lhe umas fatias de abacate, um fruto rico em Ómega 3. E, claro, não faltaram os cajus. Sou completamente viciada em frutos secos!

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