Welcoming November

1 Nov
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Primeiro de novembro na minha janela

É o tempo que passa! Novembro pendurado nas minhas janelas em cores de fogo e gotas de água. Magnificamente morno. Sempre que abro as cortinas para espreitar as árvores, vem acariciar-me o rosto. A chuva faz-me cócegas no nariz. O vento brinca-me no cabelo.

Gostamos de brincar ao esconde-esconde, o vento de novembro morno e eu, quando ele se veste de carinho Ele desaparece, aquieta-se. Eu volto para o computador. Ele acena-me com os ramos das árvores, folhas vermelhas tocam-me ao de leve no vidro. Num chamamento em segredo. Eu permito-me a estes prazeres cristalinos. Vou ao seu encontro com asas.

Hoje brincamos horas a fio, entrecortadas. No dia em que acordei tardíssimo para acolher novembro com o rosto por lavar. Aparecíamos e desaparecíamos um ao outro, entregues a este jogo. Com o corpo inteiro. E a alma. E a infância.

Eu sabia que ele estava lá. O vento suave e doce do primeiro de novembro, a brisa morna. A querer brincar comigo até anoitecer. Ele sabia que eu continuava entre os livros e o computador, entre a leitura e a escrita, a querer melhorar a prosa. E quando parava para descansar os olhos e não estávamos juntos, tecia sonhos e arquitetava planos. Ele adivinhava a ausência, zelava o meu sonho acordado.

O tempo passa. Já é novembro.

 

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