As cores das manhãs

19 Jan
?

O príncipio do dia, quase no fim de janeiro

Depois da chuva e ainda antes do sol. Era assim a manhã. Ou entre uma coisa e outra. Talvez seja esse o mote destes dias de inverno, de fim de janeiro. No céu de manhazinha uma camada de azul cristalino, outra cinzenta clara, nuvens brancas, um sol redondo, enorme, encoberto. E a solidão das árvores despidas, testemunhas curiosas do desenrolar do dia. Um plano intricado naquele preciso momento de infinitas possibilidades, em que tudo pode acontecer: vencer a luz e irradiar o dia, chover horas a fio com vento ou sem ele. É como certas fase da vida que atravessamos, ficamos encalhados em incertezas. Dou por mim a pensar nisto tudo. Não roo as unhas porque nunca tive esse hábito, mas vou sentindo cada uma delas e quase todas, à vez, na palma da minha mão. Há segredos nestes dias. Os meus. Navegando nas manhãs frias carregadas de oportunidades, de tudo e de nada. E há desejos de encontros de paz e de realização. E há a esperança ainda, num lugar de fronteira. E entre a natureza de todas estas coisas e do seu oposto, brincam-me borboletas no estômago. O dia decidiu-se finalmente já no fim: venceram as nuvens, venceu a chuva. Por enquanto é assim. Mas eu quero acreditar numa promessa de sol. Ainda! Amanhã.

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