A entrar em março

3 Mar
?

Um dos últimos passeios: Alcochete, na outra margem do Tejo

Não escrevo desde o dia 24 de janeiro! O que dizer até ao fim do mês?! Não me ocorreu nada de novo e estimulante, receio cair sempre nos mesmos temas, fotografar o fotografado. Chatear-vos com este meu mundo tão pequeno. Depois perdi-me em fevereiro, em afazeres e novas aprendizagens. Andei a mil, dividida entre o entusiamo e o cansaço.

Agora regresso a casa, num tempo a esgotar-se. Tento desenhar novos planos, mas não consigo concretizar nem um terço. ‘Apanhada’ por uma gripe severa desde domingo, que tem piorado gradualmente, acabo enrolada no sofá a maior parte do tempo, desta vez sem o prazer do vinho ou do cacau quente. Muito chá e muita água. E nos momentos mais difíceis, de puro desalento, um pensamento recorrente, tirado de um livro de João Aguiar: “os deuses calaram-se no céu e na terra”

Doí-me o corpo, doí-me tudo. Queria tanto ir lá para fora, ver março nas árvores! Mas nem tenho parado para olhá-las, nas curtas saídas à rua: para comprar os ingredientes para a canja de galinha, que é comidinha e mimo para  doentes, e os medicamentos na farmácia!

Provavelmente já há sinais da primavera entre elas, nos jardins da cidade. Nas ‘minhas’ árvores, quase ao alcance da minha mão a partir da minha janela, ainda não há botões. Continuam despidas pela força da chuva e do frio dos últimos quinze a vinte dias. Mas seja como for, independentemente disso e da minha gripe, é mais um ciclo de nascimento que se aproxima.

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