Por mim, aterrávamos na Páscoa!

2 Jan
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Já tenho saudades dos dias assim!

Acordo para o segundo dia de janeiro. Olho pela janela uma manhã cinzenta, sem sol, a escorrer frio… E não consigo evitar este desagrado perante o primeiro mês do ano. Foi sempre assim esta antipatia!, que toma dimensões maiores quando chove.

E, entretanto, começou a chover. E, entretanto, chove com mais força. A estrada que atinjo a partir da minha janela é um lago sem a beleza de cisnes. E o meu desconforto aumenta.

Vou buscar a manta de lã e a terceira chávena de chá. E as luvas sem dedos! Assim posso manter-me quentinha e continuar a teclar com destreza.

Por mim, aterrávamos em março ou abril logo a seguir à entrada no novo ano.  Na Páscoa, para a ressurreição (preciso dessa sensação de renascimento). Com o sol pelos joelhos e mais perto do mar.

Já dentro dos dias maiores, sentada na areia a ver o pôr-do-sol! E a sonhar com as primeiras braçadas no oceano.

Por mim só havia inverno e janeiro e fevereiro à noitinha, quando eu estivesse quentinha entre mantas, numa escuta romântica da estação. Nestes momentos eu volto a gostar do inverno, gota a gota a brincar na minha janela até arrancar-me do sono.

Também gosto das trovoadas e dos relâmpagos, do fogo-de-artifício a atravessar o céu quando a cidade dorme. No silêncio da noite. E eu deslumbrada e arrepiada para cá da cortina. A experiência do limite. O belo. A excelência. O sublime.

Por mim, aterrávamos na Páscoa caçando ovos escondidos nos arbustos dos jardins das casas. Pertinho da primavera.♥♥♥

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