Tem filtro muda tudo!

21 Feb
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Em cima, paisagem sem filtro; em baixo, paisagem com filtro

gulbenkian-com-filtro

Estou longe de ser um perito em fotografia, tanto assim que opto por recolher os meus momentos com a câmara incorporada do Android (é muito mais fácil, tecnicamente) em vez de pegar na Nikon e ir treinar o que aprendi em dois cursos que fiz.

A última vez que ousei ir para o terreno praticar tais conhecimentos, já não o fazia há uns bons quatro meses, confesso que tive vergonha de mim própria, pois foi asneira atrás de asneira no que respeita a abertura do diafragma e profundidade de campo. Mas isso é outra história!

Não tiro boas fotografias, mas também não uso o Photoshop que tenho instalado no computador, desde o primeiro curso em questão, para retocar o que quer que seja. A não ser esporadicamente para converter um ou outro retrato a cores em preto e branco. Adoro fotografias a preto e branco (e cinema a preto e branco!). Acho que nos desafiam mais a imaginação!

No Android uso menos ainda! Regra geral as minhas paisagens vão para o ar no Instagram como o Samsung as ‘põe no mundo’. A não ser, mais uma vez, se as desejo transformar em ícones de duas cores. No último fim de semana, porém, rompi este ciclo do cru!

Sábado no centro de Lisboa. Começa a chover torrencialmente. Não resisto a captar as paisagens da Gulbenkian tantas vezes quantas passar por ali: a atmosfera do jardim, o jardim com patos, os ribeiros, o lago com patos, o lago sem patos, o portão, os muros, as árvores. Não há duas fotografias iguais, há planos mais ou menos próximos, mas eu nunca me canso de revê-los depois em casa.

Com o guarda-chuva a proteger-me do aguaceiro que escassos minutos depois se dissipa, decido-me pelo portão da casa senhorial. Acho que é uma estreia!

Regresso a casa, o dia contínua de chuva com uma ou outra aberta. Faz apetecer chá quentinho, mantinha de lã pelos ombros. Vejo as fotografias que tirei horas antes e, de repente, dou por mim entretida com o ‘ photoshop’ do Samsung. É mais uma estreia neste meu cinema caseiro!

Corro os filtros, não experimento um único. Até chegar ao efeito ‘época’. É aquilo mesmo a atmosfera da casa, o respirar do dia, o silencio do fim de semana, o pulo para uma realidade paralela.

Visto a casa da Gulbenkian e a casa da Gulbenkian transforma-se. Um simples filtro e tudo muda. O silêncio e as sombras ampliam-se, sinto-me transportada para dentro de um filme de mistérios e imortalidade. Luzes. Câmara. Ação. Gravar. ♥♥♥

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