Assim vão os dias!

23 Mar

Surpreendida pela descida da temperatura (nada que o meu telemóvel não me tivesse avisado que ia acontecer, mas eu às vezes não lhe dou ouvidos!), tenho passado os últimos dias a refilar, no intervalo de tarefas que me têm  preenchido inteiramente. Valha-me isso!

 Queixo-me do frio, da ausência do sol, da impossibilidade de ir ver o mar e pôr o pé nu na areia. Regredi, voltando a ter vontade de hibernar. Mas, é claro, que não me permito tal coisa. Afinal, já é primavera. Os dias estão maiores e o ar, embora muito frio, arrasta o cheiro das flores da época. E é cristalino. E estimula o corpo. E alegra alma.

Mas o pior é mesmo a chuva, sobretudo se tenho de sair para a rua. E isso forçosamente tem de acontecer! Só gosto dela à noite, sobretudo se estou enroscada no sofá com um bom livro e uma boa caneca de chá ou um copo de vinho.

Ontem, foi um desses momentos. Ontem à noite gostei dela. Da chuva. Pouco antes da meia-noite, em forma de granizo. Tinha acabado de desligar o computador, tinha estado a escrever, e estava a precisar ‘desligar o cérebro’, pelo que fiz o que faço sempre nestas alturas: começo a ver um filme (sem chá e sem vinho).

Mas o melhor ainda foi a trovoada. Eu gosto muito de trovoadas. Abro as janelas para vê-las com os seus relâmpagos e trovões, que desenham paisagens de cor e som na terra. Gosto de ver os primeiros a atravessar a noite escura com caudas coloridas. E de ouvir os segundos encher a noite. São cenários de uma beleza de exceção. Roçando o sublime! ♥♥♥

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