Dias do princípio de abril

7 Apr

Do Jardim da Luz à Quinta dos Inglesinhos

Às vezes sou um pouco ‘bichinho’? Prefiro acreditar que sou de luasa minha mãe dizia que eu era e mãe nunca se engana! Tenho os meus quartos minguantes e crescentes, o meu período de esplendor e de recolhimento.

Sob a influência da Lua ou não, às vezes desapareço. E é verdade, gosto de desaparecer. Preciso desaparecer. Desapareço na minha concha, fico longe do mundo. Não é nada contra ele, é só necessidade de silêncio. E isso não tem que ser mau, e isso não é mau!

Tenho necessidade de recolher-me no meu espaço aconchegante por uns dias. Para não fazer nada, para pensar ‘alto’, para planear estratégias, fazer balanços à vida, fazer birra, porque sim, para fazer caminhadas ao fim do dia, pouco antes do pôr-do-sol.

Os últimos dias têm sido assim. Precisamente nesse registo. Sem caprichos, balanços ou mágoas. Em estado de gratidão, sorvendo a beleza da vida, a generosidade destes primeiros dias de abril tão cheios de sol e calor até ao anoitecer. À tarde saio para caminhar, vou ver o pôr-do-sol na cidade por ruas que podiam ser de uma aldeia – o sol a pôr-se nos muros, o sol balouçando nas árvores. Caminho ao encontro da Lua. E há música nesses momentos mágicos, ouço harpas e flautas. E dentro de mim, tudo é serenidade. Inspiração.♥♥♥

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