Depois do baile, antes do baile

6 Jun

Lisboa ao sol e ao vento, dias a dentro, cada hora mais perto do dia de S. António. Os arraiais multiplicam-se para os lados da Mouraria, com as pequenas bandeiras de papel muito fino a serem sacudidas pela aragem fresca da manhã e as nuvens do carvão a arder a partir do meio-dia. Assam-se sardinhas e pimentos verdes e o cheiro abraça a praça. Toca-nos na roupa e nos cabelos.

Devoro as sardinhas, os pimentos verdes, o pão fresco e a salada de alface. Talvez as sardinhas sejam congeladas. Não sei, eu acho-as ótimas, eu acho tudo ótimo: os cheiros e as cores à minha volta, a textura dos alimentos. Talvez seja um reflexo pós-clausura, como eu costumo dizer na brincadeira. Passo muito tempo fechada no meu casulo, longe do mundo, quando saio é para absorvê-lo com todos os sentidos!

Demoramo-nos à mesa com prazer e conversas. E a praça vai mudando à medida que se aproxima a hora do baile. É sábado para repetir o ritual de sexta à noite até de madrugada. Para na próxima sexta cumprir-se um novo ciclo de Festas que são Populares. E de Lisboa por excelência!

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