Quase um mês depois.

23 Dec

Por uma razão ou outra, vou somando ‘páginas’ em branco. Num dia, não escrevo porque não fiz a foto para ilustrar o texto, não me sinto inspirada ou não tenho tempo (raios, que desculpa sem sentido!). No outro, convenço-me que tenho tanto frio que só me apetece ficar enroscada na mantinha, lã sobre os dedos das duas mãos que fogem do teclado.

E os dias correm. Fogem pelo outono adentro, diminuindo em luz lá fora. E agora já é inverno, acabado de chegar. E há sol, depois do nevoeiro. E é quase natal.

Um mês de ausência e tanta coisa mudou! Novas aprendizagens e encontros, passeios por aí, num namoro com a natureza que me faz bem e às vezes acalma – observar, observar, inspirar-expirar, deixar ir: sorrisos e lágrimas. Ouvir os pássaros que ficaram para além do verão, os galos nos montes, as vacas e as cabras que comem erva distraídas. E às vezes há um riacho que se entusiasma entre pedras e loureiros-rosa. E eu quase me entusiamo com ele, mergulhando no verde com o corpo todo, e a alma. Tanta coisa boa! E, no entanto, tanta estranheza! Tanto cansaço da viagem que não quis!

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