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Do life coaching

2 Feb

renascimento

Há dias estive à conversa com a Mariana Monteiro que acaba de trazer o life e wellness coaching para o Jzzy Life Club, e um dia depois estava a afinar estratégias para alcançar os meus objetivos em determinado campo da vida. É verdade que não sou estreante em matéria de coaching, já escrevi vários artigos sobre diferentes abordagens do tema e fiz alguns workshops o que seguramente é uma vantagem. Continue reading

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Entre linhas

2 Dec

Entre linhas

Entre linhas (Roma)

Manhã agitada, depois do ginásio. De um sítio para o outro ‘entre linhas’, a tratar de assuntos que não podem ser adiados. Apesar de todas as alterações, o metro ainda é o melhor transporte para andarmos na cidade. O mais rápido e também o mais cómodo. Para lá, fui lendo a revista do Expresso, que me acompanha ao longo da semana. No regresso, aproveitei para fazer mentalmente a listinha de tarefas até dia 15 de dezembro. Espero cumprir pelo menos metade. As mais urgentes.

Em frente ao ecrã

1 Feb

Preguiçar

Único esforço: mudar de canal, através do controlo remoto. E não ficar em nenhum muito tempo. Se me perguntarem que programas passaram na televisão nas primeiras horas de sábado, não saberei dizer. Mas quando me sentei embrulhada na minha mantinha em frente ao ecrã, o objetivo era mesmo esse: preguiçar um pouco, tentando organizar as ideias. Faço muitas vezes este exercício em frente à televisão, quando as propostas são obsoletas ou pouco interessantes. E eu tenho de tomar decisões. Mas nem sempre funciona! E a ‘culpa’, claro, não é da caixa que mudou o mundo. Esta madrugada não encontrei respostas!

A arte de bem decidir

16 Dec

TDecidir

Apesar da maior parte das tomadas de decisão “serem muito automáticas”, como afirma a psicóloga Catarina Rivero, há muitas situações em que vale a pena “parar e refletir sobre as diferentes possibilidades” que se apresentam.

É bom compreender o que estamos a sentir nesses momentos e considerar o que nos move em cada decisão, garante. Posto isto, a psicóloga explica o que poderá ser útil na arte de bem decidir:

• Evitar decisões no calor do momento

• Compreender os valores que o/a movem nessa decisão concreta

• Considerar a importância da decisão e resultados (para si)

• Identificar as expectativas e o seu significado

• Identificar o impacto da decisão a nível individual e relacional

• Considerar os seus padrões habituais de pensamento e ação, seus benefícios e limitações

• Ter presente a sua experiência passada em outros processos de decisão em que se tenha sentido satisfeito

• Ter presente aprendizagens feitas em outros momentos de tomada de decisão, em que o processo tenha sido menos do seu agrado

• Considerar as diferentes perspetivas da situação – pelo que poderá ser útil conversar com outras pessoas

• Agir de acordo com a estratégia que, após a reflexão e partilha, sentiu ser a mais adequada.

Tomar decisões

9 Dec

TdecisaoAo longo dia, tomamos várias decisões sem nos darmos conta. São decisões simples.as mais complexas, como ter de decidir algo que pode mudar-nos a vida, prendem a nossa atenção.

Porque têm um risco associado, pedimos ou pedimo-nos mais tempo para refletir. Talvez por isso, acreditou-se que a tomada de decisão era um ato de natureza racional (daí o conselho: só se deve tomar decisões de cabeça fria). Até que o neurologista Manuel Damásio provou que ela acontece no cérebro, e emoção e razão estão igualmente ativas no momento de decidir.

“É um processo que ocorre entre a emoção e a razão”, defende a psicóloga Catarina Rivero. A tomada de decisão “tem muito de intuitivo”, mesmo quando “consideramos que é totalmente racional”. A racionalização vem depois, “para criar uma narrativa que justifique essa decisão”, perante nós próprios.

Mas a nossa “intuição nem sempre estará correta e a lógica, que procuramos, isenta como nos parece”, diz. “Do ponto de vista emocional somos influenciados pelas nossas experiências passadas, expetativas de futuro, e o estado emocional do momento”.

Isto é, há a possibilidade de nos “sentirmos pressionados pelas circunstâncias” do instante. Ou sermos “assaltados por emoções” que estiveram presentes num processo de tomada de decisão semelhante, no passado.

As expectativas e importância atribuídas ao que se coloca, “vão também influenciar” a forma como a sentimos, olhamos, e depois decidimos.

Por outro lado, “tendemos a perceber as situações a partir de padrões de pensamento”. O que pode ser bom, pois permite-nos “criar automatismos úteis” para muitas decisões simples do dia-a-dia, como escolher a roupa para vestir ou o menu. “Facilitam-nos em tempo e raciocínio.”

Mas também pode ser menos bom, fazendo com que “recorrentemente estejamos enviesados a partir de armadilhas do pensamento”. Algumas vezes “estaremos a considerar uma única perspetiva,  procurando confirmar a nossa ideia ou feeling inicial”. Ou “a justificar uma escolha em detrimento de alternativas” que surjam, com implicações mais evidentes nas decisões mais complexas.

Seja como for, “é bom compreender o que estamos a sentir e considerar o que nos move em determinada decisão”, conclui Catarina Rivero, esclarecendo que sentimo-nos bem com as nossas escolhas mesmo que o resultado fique aquém das espetativas, quando entendemos que elas tiveram sentido. Quando decidimos de acordo com os nossos valores e com o que acreditamos ser correto nesse momento.

Psicoterapia: o que é e para que serve

13 Nov

psicoterapia

Hoje fala-se dela com naturalidade. A psicoterapia conquistou o seu próprio espaço como método de tratamento de problemas emocionais e psicológicos, estabelecido numa base de confiança que permite ao paciente falar nas suas dores e dificuldades ao psicoterapeuta.

“Na sua essência é um tipo especial de conversação e de relacionamento que tem um impacto significativo no autoconhecimento das pessoas, no seu relacionamento com o mundo, e no seu bem-estar”, observa a psicoterapeuta Rita Duarte.

É um apoio em situações de crise e momentos de sofrimento, “que requer ‘técnicas’ ou abordagens específicas. Este tipo de intervenção vai fazer com que “a pessoa passe a sentir e a pensar melhor os problemas que lhe trazem sofrimento” e a conhecer e otimizar os seus recursos pessoais.

Segundo Rita Duarte, pode dizer-se que a psicoterapia “é uma relação de ajuda”: o terapeuta ajuda o paciente e o paciente ajuda-se a ele próprio – “é uma espécie de autocuidado assente na auto-compaixão do seu próprio sofrimento”.

Serve “para explorar o funcionamento psicológico da cada pessoa, muitas vezes expresso em dificuldades que aparecem sob a forma de sintomas associados a mal-estar consigo próprio, com os outros ou na sua vida”

E transformar recursos pessoais em oportunidades, o que leva a interiorizar uma “atitude mais satisfatória na vida”, assegura. Sendo também mais uma forma de trabalhar “quadros já identificados como depressão e ataques pânico”, entre outras coisas, e, por fim, a trabalhjar e otimizar as relações – a conjugal e a familiar. (foto: do livro Como Gerir Conflitos Familiares, de Maria José Coutinho Barbosa, Ed Presença)

A importância de dizer ‘não’

6 Nov

Dizer 'nao'

Na vida social como na familiar e nas relações amorosas, há pessoas que não conseguem expressar opiniões. Têm medo de dizer ‘não’ e ser rejeitadas, por isso acabam sempre por concordar com os outros.

Suportam quase tudo. Mas não sem sofrimento, pois muitas vezes ficam a ‘ruminar’ no assunto. Tentando evitar o conflito com os outros, não evitam o conflito com elas próprias.

Por outro lado, diz a psicóloga Ana Almeida, “transmitem uma ideia de si que não corresponde à realidade”, e que os outros acreditam ser genuína.

Explica que a “dificuldade em ser assertivo é organizada ao longo da infância” e está particularmente relacionada com “os estilos de educação, as figuras de identificação e a vivência de experiências traumáticas”

As formas de “educação mais clássicas promovem uma certa subjugação a figuras de autoridade”: pais e professores, entre outros. E “estas normas sociais fazem com que a pessoa interiorize a ideia de que deve subjugar-se para ser aceite”.

Say 'no'

A “identificação com figuras de referências”, como o pai ou a mãe com a mesma dificuldade em matéria de assertividade também tem grande influência. E, finalmente, “a vivência de situações traumáticas”, no sentido em que “a criança foi punida ou rejeitada por pessoas significativas, por ter defendido as suas ideias e opiniões”. Ou seja, por ter sido capaz de dizer ‘não’.

Mais frequente nas mulheres, o problema também é muito comum nos homens.

Seja como for, é sempre possível aprender a dizer ‘não’, exercitar a assertividade. E essencial para que cada pessoa se sinta realizada e em sintonia consigo própria.É bom para a saúde física e mental, assegura Ana Almeida.

À medida que vai aprendendo a assertividade a pessoa vai-se sentido melhor consigo própria e aprende a gostar de ser firme.

Atravessar o outono com ânimo

18 Oct

Jardins 1 RECORTADA

Até que o outono tem sido generoso, com dias quentes e luminosos. Mas a cada dia que passa percebemos que já não será por muito mais tempo.

Com passos de bebé, as noites chegam mais cedo. Brevemente, com a mudança da hora, o cenário de luz será ainda mais breve. E com ele, o risco de nos sentirmos nostálgicos. Alguns ‘deprimidos’.

Será mesmo assim? Poderão os dias curtos e cinzentos ter uma influência tão determinante nos nossos ‘estados de alma’?

Se os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo, ou seja capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos, como explica a psicóloga Melanie Tavares, porque é que havia de ser diferente com o homem?

Há, de facto, uma relação clara entre luz e humor. “A redução da luz solar pode levar algumas pessoas a apresentar uma redução das funções cognitivas e a ficar deprimidas”, observa.

Há espécies em que a inibição psicomotora é tão expressiva que dá origem à hibernação, diz, sublinhando que “a depressão, por vezes funciona como um ancestral da hibernação”.

E se é verdade que não podemos hibernar, ou migrar, como fazem algumas aves para fugir às estações frias, podemos adaptar os nossos hábitos e comportamento, de forma a prevenir ‘estes estados depressivos’ provocados pela falta de luz.

No essencial, explica Melanie Tavares, “ter mais tempo as luzes de casa acesas, dormir e acordar cedo, alimentarmo-nos bem e praticar desporto”. Mas também “aproveitar para sair de casa e estar ao ar livre, sempre que há sol. E, claro, conviver”.

Amar outra vez!

7 Oct

novo amor recortado

Uns duvidam. Outros acreditam que há amor depois do amor. Que é possível amar uma segunda (e uma terceira) pessoa, por mais ‘traumática’ que a primeira relação tenha sido. Ou o fim dela.

Mas mesmo os que acreditam na possibilidade de uma segunda história de amor, não estão livres de sentir medo. Têm medo de voltar a sofrer.

É natural. A psicóloga Ana Almeida explica que muitas vezes este medo permanece durante muito tempo. Mas à medida que a dor diminui, aumenta a vontade de arriscar. Volta-se a ter esperança e confiança que na próxima vez vai ser melhor

“Aprendemos com a experiência, e a vida vai-nos dando diversas oportunidades para vivermos cada vez melhor. Isto é, com menos sofrimento.”

Dificilmente se parte para a nova relação sem os ‘fantasmas do passado’. É verdade! Mas “não é limpo que se deve estar”, garante a psicóloga Antes conscientes do que se traz na mochila das relações anteriores”.

Deve-se aprender com a experiência, diz, e todas as relações anteriores podem “contribuir para que a próxima seja melhor, mais cuidada, mais trabalhada, mais investida”.

Quanto aos  ‘fantasmas do passado’, que podem prejudicar a nova relação,  aconselha que “devam ser falados e desmistificados” no seio da mesma.

Viver o presente é essencial, estando conscientes das expetativas e desses fantasmas do passado. E uma nova relação é uma nova oportunidade “para sermos mais quem somos e nos superarmos”, conclui Ana Almeida.

As 5 fases do luto

20 Sep

O mar recortado

Depois da perda há o luto. Após um divórcio ou uma situação de desemprego, duas das perdas mais comuns dos nossos dias, é natural passar-se por um período de sentimentos controversos “enquanto nos preparamos para novas conquistas.”

Quem o diz é a psicóloga clínica Ana Almeida, lembrando que “a força do impacto destes acontecimentos depende”, em grande parte, do “grau de dependência emocional e/ou financeira”. Ou seja, da situação de desamparo que é gerada”.

Diz ainda que quando o processo de luto é saudável, a pessoa passa por estas cinco fases:

• Negação: pode durar minutos ou horas. Fica-se em ‘estado de choque’, incrédula. (Vou mesmo divorciar-me?! Vou mesmo ser despedida?! ) Neste período tende-se a negar a realidade, desmentindo-a (está a brincar comigo, isso não é verdade) ou silenciando-se.

• Raiva: dá-se livre expressão à zanga e à raiva, falando do assunto e dizendo a toda a gente como se sente injustiçado e zangado (com os patrões, o marido, deus) por ter permitido ou desencadeado o acontecimento.

• Negociação: a pessoa tentar concentrar-se em eventuais ganhos que aquela perda tenha trazido, e tenta arranjar forma, internamente, para se sentir mais em paz com o acontecimento (também há negociações práticas: a divisão de bens com o marido, a guarda dos filhos; a indemnização com a empresa)

• Depressão: período de um certo abatimento natural. Sentimentos de tristeza, desamparo, culpa, falta de esperança e medo são frequentes e podem deixar marcas profundas. Chora-se mais, sente-se a perda, de forma mais profunda, como um vazio.

• Aceitação: um maior distanciamento em relação à perda permite olhar a vida antes e depois do acontecimento, e perceber os ganhos e as perdas para si próprio e para outros. Volta a sentir-se esperança e, lentamente, começa-se a reorganizar a nova vida de divorciada e/ou desempregada.

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