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A manhã trouxe nuvens

10 Oct

paisagem de outono

Por aí: paisagem de outono

As previsões meteorológicas para o sul cumpriram-se, ao décimo dia de outubro: não há sol e um manto acinzentado de nuvens envolve a pequena capela no cerro em frente; sinto o ar levemente fresco mal abro a janela do quarto – durante a noite, sentindo a baixa de temperatura, já procurara aconchego na mantinha cor de rosa que às vezes fica só pelos joelhos. cobriu-me toda desta vez!.

No quintal, o vento desliza no limoeiro e nos ramos da erva-luísa libertando à vez um cheiro adocicado e a limões verdes. No estendal, a roupa estendida ao anoitecer balança-se pesada, concentrando toda a água – a que trazia ao sair da máquina e a da humidade da noite. As folhas recortadas da salsa ainda guardam as bolinhas de orvalho muito redondas que, fazendo desenhos frágeis, lembram os naperons de renda que costumavam tapar as bocas das bilhas de água nas casas de taipa.

Eis o tempo desejado. Para descansar dos dias de calor, e tão difíceis longe do meu Oceano. Eis o tempo de recolhimento que sonhei. E, no entanto, sinto-me estranhamente a  deslizar outono adentro por um corredor melancólico, silencioso para além do vento – quando à minha volta tudo é beleza: as cores terra, verdes e fogo intensificam-se nas árvores e nos arbustos e no céu há uma promessa de chuva.

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Primeira semana de outubro

7 Oct

atravessar a floresta

Sétimo dia de outubro. Sete dias de um novo mês. As manhãs refrescaram. As madrugadas convidam-me a fechar a janela e aconchegar o lençol ao queixo. Um friozinho atrevido entra no meu quarto adentro. Arrebatador, marcando presença. Impetuoso, temperamental.

As noites refrescaram. Cada dia mais cedo, mal nasce a lua. Segunda, terça, quarta-feira… é outubro a entrar por a minha vida adentro. E a mudar a paisagem lá fora: as folhas da parreira ficaram cor de fogo; de manhã, a salsa ainda concentra a presença do orvalho noturno.

Mas entre uma coisa e outra, os dias são quentes. Ainda. Dias cheios de preguiça ao sol, espreguiçando-se com braços invisíveis no muro branco de cal, no quintal da casa. E a uma distância confortável da janela do meu quarto, um cuco continua a cantar até o entardecer.

Distrai-me o seu canto repetitivo. Enlouquece-me o seu canto repetitivo. Tantas vezes dou por mim perdida! Incapaz de traduzir a linguagem deste lugar.

E caminho assim, a este ritmo cheio de contrastes. De amanhã à procura da tarde, neste labirinto de sinais e emoções, na esperança de um outono cheio de surpresas boas. E se elas não vierem, ao menos terei a chuva e as trovoadas para me entreter e inspirar. E, com um pouco de sorte, talvez até possa ser mais criativa! E, então, valerá a pena todas as tempestades.

Nada ganha o outono!

22 Nov
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O outono nas árvores

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Os jardins em siliencio

Em matéria de beleza, Continue reading

Welcoming November

1 Nov
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Primeiro de novembro na minha janela

É o tempo que passa! Continue reading

Enquanto anoitece

27 Oct

la fora a chuva

Enquadro. Foco. Os planos repetem-se para além da minha janela, tanto quanto é possível repetirem-se. Continue reading

Outono na praia

27 Sep

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Domingo na praia das Avencas

E foi assim mais um dia fabuloso de verão, outono dentro. Continue reading

Ainda sobre o outono

21 Nov

atumn

Ainda sobre o outono e folhas coloridas, mas hoje bem juntinhas aconchegadas no passeio. E do jardim que mora três andares abaixo do meu. Ainda sobre o outono, mas hoje cheio de luz, pois há um sol amarelo redondinho no céu que nos aquece do frio dos últimos dias. Perfeita, esta sexta-feira!

Notas de novembro

20 Nov

leaves

Como é possível não gostar do outono, com estas paisagens de folhas caídas cor de sol e de fogo, e de terra? Eu não resisto a esta beleza sublime! De regresso do treino, paro para olhá-la, demoro-me com ela se nenhum compromisso urgente me espera. Hoje chovia, mas foi assim. E ao longo do dia espreito-a da janela.

Dias de chuva

10 Nov

Dias de chuva

Veio assim o outono, a sério! De um dia para o outro. Ficou frio, da noite para a madrugada. Ontem. Hoje chegou a chuva. A sério. E o nevoeiro. E a manhã foi escura. Acordei cedo. O dia voltou a começar cedo. Saio para a rua, volto a entrar em casa com dedos enregelados a pedir luvinhas de lã. Ainda que as minhas deixem as pontas livres para as urgências tecnológicas como atender um telefonema, aceder ao email, são um consolo. Apetece-me o toque da lã nas mãos! Respiro e resisto à inauguração deste aconchego viciante. Mas não  ao da mantinha pelos joelhos, enquanto me sento ao computador – a escrever. Levanto-me de duas em duas horas para descansar e fazer alguns alongamentos – prometi e estou a cumprir, cumpro sempre todas as promessas. Às vezes prolongo um pouco esse intervalo, por mais uns minutos, para olhar a vida para além da minha janela agora decorada com gotinhas muito redondas de água. Hoje, aqui a paisagem é cinzenta, líquida, entre pequenas luzes que se acendem intermitentemente. Ainda há verde nas árvores que vivem a um passo da minha janela, mas muito mais amarelo e castanho.

A noite chega mais cedo

28 Oct

A noite chega mais cedo

Admito que trabalho a maior parte do tempo com as costas viradas para a minha janela (decididamente, não funciona trocar o lugar da mesa com o do sofá). Levanto-me várias vezes para olhar através dela, enquanto beberico um chá, ou depois dos alongamentos, e fico ali a descontrair e a preguiçar. Mas as sombras tocam-me no ombro cada vez mais cedo, um bocadinho mais desde domingo. Escurecem o ecrã do computador, obrigando-me a ligara a luz. Agora é que não tem remédio, é mesmo o outono que aí vem, nas tardes com cheiro a castanhas de S. Martinho (que já está próximo), nas noites que chegam mais cedo. Finalmente, começa a apetecer mantinhas!

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