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Tempo de ficção!

6 Jan

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Vi-o pela primeira vez na televisão. Anos depois de ter estado nas salas de cinema (1982). Um dos meus filmes favoritos já merecia ser visto em ecrã gigante. Mas como não tenho acesso a esse ‘luxo’, continuo a passa-lo no meu pequeno ecrã. Sem nunca retirar-lhe beleza. Da história. Dos planos. E da música de Vangelis.

Passei-o mais uma vez este domingo. Uma visão negra e futurista de Los Angeles, em novembro de 2019. Com a mesma emoção de sempre. Emociono-me permanentemente a ver Blade Runner, de Ridley Scott., baseado no romance Do androids dream of electric sheep? (Os androides sonham com ovelhas elétricas?). E é todo a enredo à volta dos androides que mais me fascina, colocando-nos invariavelmente perante as nossas próprias emoções, desejos e medos (como o medo da morte).

O que é o romance de um polícia, Deckland (Harrison Ford) – cujas visões repetidas de um unicórnio sugerem que também ele possa ser um humanoide – pela bela Rachael (outra androide de uma geração mais avançada), comparado com as angústias de um androide que deseja ser humano?

Roy, o androide líder, é a força. A consciência. O bem e o mal. Só podia ser defendido pelo ator Rutger Hauer, o tipo bonito atlético, o cínico inteligente. Grandes planos finais. E a célebre frase de Roy, que tudo resume: “I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tear in the rain. Time to die (Eu vi coisas que vocês nunca acreditariam. Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios C resplandecerem no escuro perto do Portal de Tannhauser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Tempo de morrer). Há filmes que são para sempre! Para mim, este é um deles.

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