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Canecas de chá e páginas de livros

21 Oct

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O cuco partiu mesmo com a última andorinha! Mas contínuo a ouvir o canto dos pássaros, por perto. Cantam com tanta alegria que parece estarmos em agosto ou setembro. Cantam nos momentos de sol, uma magnífica bola amarela de luz morna e doce! Pareceu-me ouvi-los nos momentos de chuva copiosa, que criava poças nos ladrilhos do quintal.

Ouvi-os da minha janela, primeiro. Depois escutei-os. Cantavam. Foi assim ao longo dos dois dias. Enquanto eu tecia o fim de semana a ler páginas de livros e jornais. E a bebericar chá de gengibre.

Agora, tenho sol para a despedida do dia, deste domingo calmo. Que maravilha! E a janela aberta até ao primeiro sopro fresco da noite, que logo chega. Agora, o limoeiro diz-me que os pássaros já foram dormir. É o início de uma nova semana, a caminho de Novembro. ♥

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Enquanto chove

18 Oct

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A chuva ficou toda à noite comigo! Começou suavemente, salpicando o vidro da janela do meu quarto – por essa altura, já o vento agitava os braços do limoeiro que se divertia a fazer desenhos na parede lateral, muito branca, que a um canto funciona como cabeceira de cama – , depois ganhou ritmo, depois perdeu ritmo, animando-se toda a noite neste ritmo sobe e desce. Ouvia-a dançar assim, toda a noite. Perto de mim.

E eu travessei a madrugada assim, animada umas vezes pelo vento suave outras pela chuva suave, outras por uma tosse menos suave que a chuva e que o vento. De qualquer forma, dormi melhor. A febre passou. De qualquer forma, vou continuar ‘sitiada’ aqui em casa, mantendo-me quentinha com chá de gengibre (e mel, e limão, e canela), tentando ler e escrever.

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Já de manhã, à procura de um livro para ler ou reler – porque eu gosto de ler livros uma segunda vez, anos depois da primeira – e de um marcador de página, caiu literalmente aos meus pés um título de Scott Peck, que eu tenho há muito tempo mas não cheguei a ler ou a acabar de ler, já não sei!, “O Caminho Menos Percorrido”. Quanto ao marcador, tem uma frase de Paul Pearsall, sobre a qual eu não tenho nada a comentar: “A Vida é mais simples quando pensamos menos nela”. Ainda não decidi se vou ler o livro! E/ou usar o marcador!

 

Tempo de ócio

20 Feb

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Ao contrário de algumas pessoas, gosto de reler (os meus) livros. Uma e outra vez. Continue reading

The best of summer 2016

7 Sep
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Padrão dos Descobrimentos, Lisboa

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Belém com Tejo ao fundo, Lisboa

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Domingo escaldante no Guincho

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Novo plano da praia da Bafureira, linha de Cascais

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Lua cheia sobre a praia. Dois planos do anoitecer para os lados do Tamariz, linha de Cascais

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Mertola: os dias e os serões na província

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Lazy days (ou doce preguiça)

Encher os olhos de paisagens de campo e de mar, absorver os cheiros à minha volta, tocar as árvores, a areia e o sal. Continue reading

E tem sido assim dezembro

20 Dec
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Com Woolf e Rilke, no momento

Dezembro cheio. Inesperadamente com menos tempo para mim, cheio de coisas inesperadas. Continue reading

Puzzle de agosto

1 Aug

 

Manhã clara. A lua azul parece ter levado as nuvens, o céu é cristalino logo às primeiras horas. Continue reading

Os pássaros cantam. Ponto

2 Mar

o céu

Sim é mesmo isso, os pássaros cantam haja sol ou não. Alheios a março tão cheio de esquisitices, para estes lados (coitado, ainda só agora começou!). A sul, dizem que a planície era de ouro. Que inveja! Valha-me uma tarde cheia de escrita. Continue reading

Melhor forma de começar a semana

29 Sep

Pó dos Livros

Pé dentro pé fora, depois de um fim de semana turbulento em que tive direito a quase tudo, preparo-me para voltar à rua. Sair de casa muito antes da hora do compromisso, para perder-me entre livros. Aqui. Passei por lá na sexta-feira, apressada, não tive tempo para explorar o espaço, ficar a par das últimas novidades como gosto de fazer. Vou fazer isso daqui a pouco! Não há melhor forma de começar a semana!

10 livros, entre tantos outros

15 Sep

Top 10

Adorei o desafio que a minha amiga Vera Saldanha me deixou esta manhã no facebook, para fazer uma espécie de top 10 de livros que me marcaram, ou deixaram “boas memórias”, como ela diz. Acabo de responder, claro, achando que também seria uma boa ideia partilhar a lista convosco. Aqui vai:

  1. A Imortalidade, Milan Kundera (o melhor dos melhores, sempre!)
  2. A Mulher Certa, Sándor Mára
  3. O Animal Moribundo, Philip Roth
  4. O Quarteto de Alexandria, Lawrence Durrel
  5. O Primeiro Amor é Sempre o Último, Jahar Bem Jelloun
  6. Mrs. Dalloway, Virginia Woolf
  7. O Lobo das Estepes, Hermann Hesse
  8. A Coisa à Volta do teu Pescoço, Chimamanda Ngozi Adichie
  9. O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler
  10. Viagens na Minha Terra, Almeida Garret

Ler sempre que posso

11 Aug

Caros Safon (A sombra do Veto e Luzes de Setembro)

Não faço promessas de ler um livro por mês, cinco páginas por dia no mínimo. Gosto de ler. Com o maior prazer passaria os dias com romances e biografias, ensaios e livros de viagens. Se vivesse noutra época, tinha profissão garantida: leria romances para as senhoras da alta sociedade. E se tudo fosse como consta nos livros – e nos filmes –, provavelmente a estas horas estava numa Côte D’Azur com vista sobre o mar turquesa. [Fecho os olhos e consigo imaginar-me lá. E de tanto imaginar sinto o cheiro característico dessas paragens que visitei duas vezes] Assim estou aqui, catorze anos do seculo XXI, num agosto com manhãs de setembro. Há oito dias comprei estas duas obras de Carlos Záfon (na foto). É verdade, ainda não tinha lido nada no escritor espanhol. Já terminei As Luzes de Setembro, um mistério muito bem construído, uma história intensa, fantástica, que me lembra outras histórias lidas nos meus tempos infanto-juvenis. [E voltar a esses tempos por umas horas é sempre delicioso!]. Mas entretanto, com menos tempo para ler, ainda não consegui passar da página quarenta e dois de A sombra do vento. Não vou conseguir lê-lo com a mesma rapidez com que li o outro, pois vou estar mais ocupada nestes tempos de férias para a maioria dos portugueses. E nos momentos livres quero dedicar-me também a outros prazeres: passear por aí, desvendando novos lugares da cidade, ir até à praia, ir ao cinema. A prepósito, ontem fui ver o filme Ida, de Pawel Pawlikowski. Não vou contar a história, também não vou dizer que me marcou particularmente. O que me prendeu realmente, o que eu gostei muito, e nisso o filme polaco a preto e branco é especial, foi da imagem, da fotografia. Para mim, esse é o verdadeiro ‘golpe de asa’!

 

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