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Lanche (ao quinto dia de dezembro)

5 Dec

lanche

O lanche ainda há pouco. Reforçado, pois acabei por não almoçar! Continue reading

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Com um suave sabor a mel

19 Nov

Sabor a mel

aveia com mel

Acordei com fome, antes do despertador. Com uma vontade louca de comer ‘qualquer coisa doce’. Às vezes acontece-me! Muitas vezes, nos dias – e noites – de outono e inverno. De súbito, aquele desejo de comida calórica. Se calhar porque é raro fazê-lo!  A urgência dos  sabores aconchegantes, de uma papa acabada de sair do fogão ou de uma enorme caneca de chocolate preto quente, fumegante. Antes envolvo-a bem entre as mãos e aqueço os dedos. Só por um dia entre trinta, fico assim. Às vezes acontece-me! Às vezes sigo meio impulso, só um pouco mais de ‘açúcar’. Não chega a ser pecado! São dias de novembro a caminhar para o natal, frios lá fora, quentes na cozinha à volta destes pequenos-almoços coloridos, que entram também alma a dentro: os flocos de aveia cozidos com tâmaras em água, à procura de uma nota diferente. Para além dos cajus de sempre e da canela, hoje experimentei com banana e mel, um fio apenas. Um pouco mais de doce logo de manhã, a começar o dia.

Almoço (de domingo) fora de horas

11 May

 

salada romaLevantei-me cedo. Mais cedo do que o necessário. Mas quando ando ‘com borboletas no estômago’ não há volta a dar. Vai-se o sono. Fica a espertina. Às vezes, tenho mais fome. Outras vezes não. Não tenho, quase sempre. Mas, em contrapartida, fico com vontade de comer pratos quentes quando acordo. Aquele tipo de coisa que consola. Cansada da vigília da noite, tento aninhar-me aí. Mas depois, ao longo do dia, tentando equilibrar de algum excesso, ficar-me pelas ementas ditas ‘light’. Hoje foi assim, ao ritmo do cansaço. E de alguma ansiedade. O consolo de uns flocos de aveia cozidos em leite, com goji. Polvilhados de canela e uma colher se sobremesa de açúcar de cana – estava a precisar deste sabor doce exótico! Uns petiscos depois, ao longo das longas horas – das nozes ao fiambre de peru e uma maçã. E há cerca de duas horas esta maravilhosa salada de queijo fresco com banana e romã, temperada com um fio de azeite, limão e sementes.

Começar bem o dia

29 Apr

Pequeno-almoço (morangos)

Pequeno-almoço (nozes)

Pequeno-almoço (amendoas)

Gosto de mimar-me mal saio da cama. De manhã cedinho ou mais tarde. Tenha tempo, ou esteja à pressa porque acordei uns minutos para além da hora. Preciso cuidar-me, envolvendo-me e entregando-me a certos rituais como o do duche e do pequeno-almoço, por exemplo. Dois momentos essenciais do meu dia transformaram-se em dois pilares vitais que determinam o meu humor, a minha atenção e o meu alento ao longo dele. Se o dia começa mal nestes planos, ai, ai!!! Por isso, a ‘receita’ é estar totalmente concentrada e preenchida por eles, cultivando assim um dos princípios da Mindfulness (uma prática corpo-mente baseada em técnicas de meditação, entre outras coisas). Uma das nove qualidades da Mindfulness é precisamente ‘o estar-se focado’ em cada momento presente’, tirando o máximo partido das atividades em que nos envolvemos. O desafio, sim porque há um desafio, é concentrarmo-nos no presente, vivendo o que temos, sem nos agarramos ao passado e estar preocupada relativamente ao futuro.

Neste sentido, a forma como eu vivo as minhas manhãs no duche e à volta do pequeno-almoço é igualmente terapêutica. No primeiro, a ideia é permitir-me sentir o efeito libertador da água sobre a pele e dos aromas relaxantes do sabão ou dos  óleos de banho. No segundo  é saborear os ingredientes devagar, tirando o máximo partido das suas texturas e aromas. Esta é a minha prática diária, nos últimos anos. E para tornar estes momentos ainda mais especiais, em matéria de alimentos cuido esteticamente dos pratos em função das cores e das texturas. Hoje, por exemplo, preparei esta bonita malga de cereais que me ajudou a praticar a primeira qualidade de mindfulness,ainda com mais determinação e entrega.  Para além de ser um pequeno-almoço rico em proteína e antioxidantes. Tem flocos de aveia integral, goji, sementes de chia, morangos frescos, canela, amêndoas e nozes com essência de funcho)

Tão cedo para almoçar!

4 Apr

aveia com mirtilos

Não consigo habituar-me a esta hora de almoço – 11h 45, 12h! Um mês e meio depois de ter iniciado um curso, que simplesmente tem colocado todas as minhas rotinas de ‘pés para o ar’, ainda não sou capaz de sentar-me à mesa para comer uma malga de sopa e um peito de frango, cozido a vapor ou grelhado, por exemplo. À volta de litros de água, muitas gramas de frutos secos, fruta fresca e papas (leia-se flocos), mais pareço um explorador preparando-se para uma longa viagem marítima. Com alguns deles tenho outras semelhanças. Pois, às vezes, sinto-me a ‘dobrar o cabo das tormentas’. Algumas vezes falta-me o fôlego. Mas a ideia de chegar a novos portos deixa-me maravilhada. A possibilidade de penetrar noutra terra dá-me um novo alento. E porque contínuo sem habituar-me a esta hora de almoço – e ela já está aí, mais uma vez – , vou continuando à volta destes pratos de aveia, com mais e menos misturas de frutas frescas e frutos secos. Hoje optei pela opção mais simples, cozendo simplesmente os flocos de aveia e juntando-lhe meia dúzia de mirtilos. A seguir vou ‘zarpar’ !

Comida em dia de chuva

31 Mar

iogurte soja

tangerinas

Já fiz tanta coisa, hoje! E só me apetece falar de comida. Das minhas misturas de iogurte de soja natural com muesli, nozes, mirtilos e mel. Foi assim o meu lanche ainda há pouco, enquanto sol e chuva gladiavam-se lá fora. Uma taça enorme cheia destas coisas boas, que ficam tão bonitas numa taça de vidro ou de cerâmica. Antes houve frutos de agricultura biológica, comprados no Miosotis, com sabor a infância. Tangerinas com o sabor das tangerinas que a minha mãe me dava ‘gomo a gomo’ com a paciência própria das mães. E cuidados próprios de quem ama. Nesses tempos eu não gostava de comer, se me deixassem alimentava-me só de frutos. Mas já gostava de histórias. E então a minha mãe contava-me uma ao almoço e outra ao jantar. E distraindo-me assim, mais ou menos, fazia-me comer uma colher de sopa de legumes (eu detestava a de feijão verde, ainda hoje não gosto muito dela). E outra de carne disfarçada no arroz (deste eu gostava mais). Viciei-me em histórias com as histórias da minha mãe, muito cedo. Mas esperei muitos anos até ser conquistada pela comida. O meu mais recente prazer.

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