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8 de outubro, do diário ‘Dos dias do fim’

9 Oct

Exposição Pós Pop

Ainda de Lisboa, da Exposição Pós-Pop

O passar dos dias traz-me menos ar para respirar. A estrada estreita-se. As horas seguintes não trazem novidades.  Não chegam notícias, nem de longe nem de perto, que me aqueçam a alma. Agucem a mente. Estimulem o corpo.

Tenho saudades dos artigos que ficaram por fazer. Das aulas por dar. Da minha cozinha virada para o sol logo nas primeiras horas da manhã, e eu ao balcão a comer papas de aveia hora e meia antes de ir para o ginásio. Ou de apanhar o metro para o Cais do Sodré, e depois seguir para Alcântara.

Tenho saudades de Lisboa assombrada pela poluição. Do rio para os lados da Ribeira das Naus. Do cheiro da cidade para os lados da Mouraria (de beber um copo de rosé com a Tânia, ao fim da tarde). E da minha Carnide ao sol e à chuva (este amor que nunca vai morrer!).

Tenho saudades da Vera (companheira das exposições na Gulbenkian, dos gelados na Gulbenkian, dos chás na Gulbenkian, das conversas sobre exposições, cinema e livros), tenho saudades da Tânia, e da Mariza, e da Pilar – das idas ao cinema com elas, à praia, às compras. Tenho saudades dos amigos que de repente ficaram longe (em geografia). Da malta do ginásio. De mim. Tenho saudades de mim!

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Hora do chá [tea time]

29 Mar

Tea time

tea

Apetece ir ver o mar. Ficar numa esplanada, perto dele. Ou num jardim. Quando o sol aparece, quase quente, e nos toca o ombro ao de leve. Mas a seguir uma gota de chuva, um sopro maior de vento e de frio, faz-nos desistir. Ficar na cidade, num programa tranquilo. À conversa com amigos. Pôr a conversa em dia, a conversa já tão atrasada! À volta de um chá de gengibre e limão. Em Lisboa. No Choupana Café. Um sábado feliz.

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