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Felicidade é isso

16 Nov

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Felicidade é isso, qualquer coisa linda cá dentro. Que se ilumina. Bem no lugar dos afetos. Onde bomba mais forte o sangue que dá vida. É um momento mágico. Um respirar depurado e cristalino. Um lugar de conforto, que acontece. Uma lareira de outono com brasas quentinhas sempre inflamadas. A crepitar de alegria.

Felicidade é isso: um momento, umas horas, um dia inteiro desde o primeiro raio ao crepúsculo que se ilumina. Que nos ilumina. E nós iluminamo-nos. E nós somos capazes de qualquer coisa, à luz iluminada dessa força criadora.  Somos pássaro por momentos, por um dia inteiro do nascer ao pôr-do-sol. Somos harpa com vida própria, que não se cansa de tocar. Somos flauta. Somos poesia.

Quando a sinto chegar preparo um banquete para recebê-la. Somos velhas amigas. Ainda que passemos muito tempo sem nos encontrar. Ou sequer avistar. Mas existe entre nós um elo genuíno. Um laço que se encadeia e volta a encadear. Como se fosse a primeira vez. Como se fosse a milésima vez. Com uma enorme graça. E harmonia. Felicidade é isso. É não sei o quê bom, que nos apazigua e incendeia.♥

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Dias que começam tão bem!

23 Jun
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Papas de aveia com morangos e nozes

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O meu novo treino: uma hora de exercícios, estes são os três últimos

Comecei o dia assim, com um bom pequeno-almoço de Continue reading

Sem planos para domingo

24 May
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O fim da primavera nas flores

Não tenho programa para domingo. Talvez vá até ao Coreto, parece que há feira de artesanato por lá. Talvez fique em casa a ler Modiano –  durante a semana não consegui ler mais do que quatro páginas – ou acompanhada por bom filme. De uma maneira ou de outra, tenho a certeza que vai ser um domingo maravilhoso. É assim desde que descobri que a felicidade é feita aqui: em casa.

Sinto o coração iluminado

1 Mar

coraçao

heart

A noite está diferente. Está frio, mas há qualquer coisa no ar. Nuvens no céu, sem dúvida. Mas qualquer coisa diferente anuncia-se para lá de mim. Ou dentro de mim? Uma promessa apenas? Talvez. De sol e dias grandes. De esperança. E de alento. Abro a janela, deixo a noite entrar pela minha casa adentro. E este ar na temperatura certa, que me faz sentir viva! Eu sinto-me assim. Renovada. Decidida. Num quarto andar depurado. Cheio de livros. E de velas. De perfumes. Debruçado sobre um jardim minimalista. Das coisas que eu gosto. Tanto! Onde descanso e sonho. Ao mesmo tempo. E às vezes, choro. Porque preciso. Preciso fazer lutos. E voltar a erguer-me.

Mas hoje, neste momento, seduzo a noite. E a noite seduz-me. Sinto-me seduzida por ela. No pequeno apartamento, os meus sonhos vão dançar toda a noite. Até à criação de alguma coisa. Ou de uma ideia. Ou ambas as coisas. Esta noite sinto-me capaz de tudo, até mesmo de escalar montanhas. Estou preparada para dançar toda a noite, até encontrar o ritmo certo. É bom sentir o compasso da alegria para além das condições que me rodeiam. Do exterior. Da minha realidade. Do aqui. Do agora. É mesmo verdade que a felicidade é assim. Aninha-se dentro de nós. Eu acabo de descobrir que ela também me mima. Passa-me a mão no rosto, como fazem as mães, quando a dor e o desalento ameaça. Ou só para reforçar a sua presença . Acontece assim, hoje. Não há lugar para angústias dentro de mim. E eu sinto-me mimada. Gosto desta autenticidade. Hoje sinto o meu coração iluminado!

[O porta-chaves da fotografia foi-me oferecido no Natal por uma querida amiga com a seguinte dedicatória: “que em 2014 o coração esteja sempre iluminado”. Como ela é uma mulher das artes, o coração estava desenhado, claro! Obrigada querida Nair. Por isso, e por todas a pistas no sentido de melhorar as fotografias deste blog]

Dias a crescer (parte II)

25 Feb

a noite e a luz

O alento dos dias que crescem. O momento de luz antes do anoitecer, sob o céu azul. A ausência da chuva. Foi assim hoje, no regresso a casa. A beleza deste minuto. A felicidade de estar aqui.

Felicidade autêntica

25 Jan

A Vida floresce

Ao tentar arranjar espaço numa das estantes, o que não impede de já ter uma boa pilha de livros no chão, passei os dedos e os olhos pela Vida que Floresce, de Martin E. P. Seligman. E já de madrugada, fiquei com vontade de partilhar convosco esta passagem, sobre felicidade autêntica. Espero que vos faça sentido:

 “A teoria da Felicidade Autêntica diz que a felicidade pode ser decomposta em três elementos diferentes, que escolhemos pelos seus valores intrínsecos: emoção positiva, envolvimento e significado”. Cada um deles “é melhor definível e mais mensurável do que a felicidade. O primeiro é a emoção positiva, aquilo que sentimos: prazer, arrebatamento, êxtase, calor, conforto (…) À vida inteira passada com sucesso em torno deste elemento, eu chamo a ‘vida agradável’”.

“O segundo elemento, o envolvimento, centra-se no fluxo: ser uno com a música, sentir o tempo parar e perder a noção de si próprio durante uma atividade absorvente. À vida vivida com estes objetivos, eu chamo a ‘vida envolvida’ (…) ”  Seligman explica que o envolvimento é o oposto da emoção positiva. Quando estamos em fluxo não pensamos em nada. “Fundimo-nos com o objeto. A concentração que o fluxo exige esgota todos os recursos cognitivos e emocionais que constituem o pensamento e o sentimento. Não há atalhos para o fluxo. Pelo contrário, temos de utilizar as nossas forças e talentos mais sublimes para irmos de encontro ao mundo em estado de fluxo. Existem atalhos que nos permitem sentir sem esforço a emoção positiva, o que constitui mais uma diferença entre o envolvimento e a emoção positiva.”

Há ainda o terceiro elemento da felicidade, que é o significado. Posso entrar em fluxo a jogar bridge mas, depois de um longo torneio, preocupo-me que possa estar apenas a estrebuchar até morrer. A perseguição do envolvimento e do prazer são muitas vezes empreendimentos solitários e solipsistas. Os seres humanos, inevitavelmente, querem significado e propósito nas suas vidas. A Vida Com Significado consiste na pertença e no serviço a algo que acreditamos ser maior do que o eu, e a Humanidade cria todo o tipo de instituições positivas para permitir que isso aconteça: a religião, a família, as entidades ecológicas…”, entre outros.

“O sentido da vida é viver”

26 Jul

O que sabem 1 recortada

Escolhi para título deste post a resposta que uma mulher dá a Dan Baker, (autor deste livro, com Cameron Stauth), durante a sua última sessão de terapia, porque penso que esta é a grande mensagem.

Em O que sabem as pessoas felizes (estrelapolar), Dan Baker diz também que nunca esquecerá essa frase – “o sentido da vida é viver” –, nem o que Emily disse depois:

“Penso que até sei o segredo da felicidade. É este: cada momento que acontece, ou venha a acontecer, acaba no momento em que começou. Por isso, a vida é perda. E o segredo da felicidade é saber amar o momento atual em lugar de chorar aquele que já se perdeu.”

 Neste livro fala-se de felicidade e do que sabem as pessoas felizes (com uma escrita absolutamente deliciosa e direta), e por isso de otimismo, coragem, amor e satisfação como qualidades intrínsecas a esta atitude ou forma de vida que está para além das nossa situação (estejamos numa subida ou descida da montanha russa que é a vida de cada um de nós).

As histórias que Baker nos traz são reais, passam-se na sua clínica – e até com ele próprio – e podem servir-nos de inspiração. Eu já me senti inspirada por elas, e também por isso gosto de reler este livro (de 2003) em momentos particulares da minha vida, que exigem de mim mais coragem e muito otimismo.

Espero que possa inspirar-vos também a vocês!

Lidar com a mudança

19 Jul

o meu queijo recortada

O livro não é recente. Escrito em 1998 pelo orador e escritor norte-americano, Spencer Johnson, Quem mexeu no meu queijo? (Pergaminho) foi traduzido para português em 2001, deu o mote a várias conferência pelo mundo, e não perde a atualidade.

Porquê? Porque fala de mudança. Das mudanças a que todos estamos sujeitos – na nossa vida pessoal e profissional. Da necessidade de estarmos preparados para essa eventualidade, e sobretudo de aprendermos a lidar com ela superando o medo.

Mas Spencer vai mais longe, e através de uma linguagem simples, ensina-nos como gerir a mudança, e apresenta-nos ferramentas para compreender o nosso mundo em constante transformação. A um ritmo por vezes alucinante.

E tudo isto é feito com o recurso a uma fábula divertida que envolve quatro personagens: dois ratinhos e dois pequenos seres humanos que vivem num labirinto e dependem de queijo para se alimentarem e serem felizes.

Mas como um dia encontram uma casa cheia dele, não tem mais com o que se preocupar. Dando como certo esse enorme tesouro de que depende a felicidade dos quatro, nem sequer se dão conta que ele vai desaparecendo gradualmente… até esgotar-se. Então é preciso agir.

Em pleno processo de adaptação à mudança (acabou-se o queijo), um dos protagonistas resume o que vai aprendendo: a mudança acontece, antecipar a mudança (devemos estar preparados para isso), aviso de mudança (há sempre sinais, é só preciso ficar atento), adapta-te rapidamente à mudança (quem mais cedo se liberta do velho mais depressa encontra o novo), mudança (vai atrás de), desfruta da mudança (saborear a aventura e apreciar o sabor do novo), prepara-te para mudares rapidamente e apreciares a nova mudança (o que vier continua a ser-te retirado).

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