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Paisagem de outono

2 Oct

Paisagem de outono

Como se o outono não tivesse prazo para acabar e a chuva nunca chegasse, os jardins da cidade oferecem-nos momentos para respirar. São instantes de luz roubados à última estação, para lembrar quando os dias teimarem em ficar pequenos e cinzentos, e a saudade da claridade quase doer. Um pouco mais de sol enquanto as árvores se despem, devagar, com a timidez do princípio! E eu continuo a colecionar o calor para os próximos meses.

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Um café no meu jardim preferido

7 Jun

Luz Garden

Luz Garden Lisboa

Não gosto da chuva em junho. E de dias cinzentos como o de ontem, a interromper a minha primavera. A interromper os meus passeios por Lisboa. Por lugares conhecidos e por novos lugares. E por outros ‘reutilizados’. Felizmente, depois de uma manhã incerta, tenho o meu sol de volta. O sol que me aquece. O sol que aquece os dias. O sol que me consola quando o que me preocupa teima em dormir comigo. E seguir-me para onde quer que eu vá. Gosto do sol. Do sol amarelo a espreitar pela minha janela logo manhã cedo. E a brincar com o lenço que faz as vezes de cortina (eu não gosto de cortinas, mas gosto de panos transparentes e leves a preguiçar nas janelas com os braços muito esticados). Gosto do sol que me acompanha num café no meu jardim preferido, o da Luz. Do sol que ilumina as páginas do meu livro. E que às vezes me arrelia, quando brinco aos fotógrafos.

Dias a crescer (parte II)

25 Feb

a noite e a luz

O alento dos dias que crescem. O momento de luz antes do anoitecer, sob o céu azul. A ausência da chuva. Foi assim hoje, no regresso a casa. A beleza deste minuto. A felicidade de estar aqui.

A cidade e a luz

29 Jan

Plano com arvore

Plano com candeeiro

Plano com arco

Depois da chuva, este céu quase limpo. Quase azul. A cidade e a luz. De todas as perspetivas, Lisboa é sempre bonita. Ontem ao fim da tarde

Dias a crescer

10 Jan

Entardecer

Um pouco mais de luz, os dias estão ligeiramente maiores. Era assim às seis horas da tarde, a rua iluminada com fundo azul. Do céu limpo, cristalino. Depois da chuva.  São os dias a crescer. Uma inspiração!

Atravessar o outono com ânimo

18 Oct

Jardins 1 RECORTADA

Até que o outono tem sido generoso, com dias quentes e luminosos. Mas a cada dia que passa percebemos que já não será por muito mais tempo.

Com passos de bebé, as noites chegam mais cedo. Brevemente, com a mudança da hora, o cenário de luz será ainda mais breve. E com ele, o risco de nos sentirmos nostálgicos. Alguns ‘deprimidos’.

Será mesmo assim? Poderão os dias curtos e cinzentos ter uma influência tão determinante nos nossos ‘estados de alma’?

Se os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo, ou seja capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos, como explica a psicóloga Melanie Tavares, porque é que havia de ser diferente com o homem?

Há, de facto, uma relação clara entre luz e humor. “A redução da luz solar pode levar algumas pessoas a apresentar uma redução das funções cognitivas e a ficar deprimidas”, observa.

Há espécies em que a inibição psicomotora é tão expressiva que dá origem à hibernação, diz, sublinhando que “a depressão, por vezes funciona como um ancestral da hibernação”.

E se é verdade que não podemos hibernar, ou migrar, como fazem algumas aves para fugir às estações frias, podemos adaptar os nossos hábitos e comportamento, de forma a prevenir ‘estes estados depressivos’ provocados pela falta de luz.

No essencial, explica Melanie Tavares, “ter mais tempo as luzes de casa acesas, dormir e acordar cedo, alimentarmo-nos bem e praticar desporto”. Mas também “aproveitar para sair de casa e estar ao ar livre, sempre que há sol. E, claro, conviver”.

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