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Bom dia, ano novo. Boa noite, ano novo

1 Jan

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Tão janeiro! Um frio diferente. Seco e profundo, fininho a roçar os ossos. Mal o senti no nariz quando pus a cabeça lá fora, para lá da janela, tive vontade de voltar a aconchegar-me no quentinho das mantinhas e da casa.

Na verdade dei por ele ainda ontem. Esse frio de inverno e de janeiro, que me faz ter vontade de hibernar – se eu pudesse, hibernava em janeiro! E só voltava com a primavera. Senti-o de manhã cedo, antecipar-se ao calendário. E depois piorar, quando o último dia do ano entardecia e eu entretinha-me a sonhar, sentada no banco de uma praça enquanto esperava G para o último chá de 2018.

Enrolada na mantinha, bebericando o vinho que sobrou de ontem – ergui a taça sem grande convicção, mera rotina, e depois cai de sono nas primeiras horas do novo ano –, embalo-me terça-feira-feriado o dia inteiro. Livros, filmes, expectativas e medos. É um longo e conhecido rosário.

Lá fora, o céu azul, magnificamente limpo, acaba de tornar-se negro. Bom dia, ano novo. Boa noite, ano novo. Daqui ainda não consigo ver as estrelas.♥♣

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A fechar dezembro, a fechar o ano

31 Dec
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A praia do Guincho em dezembro

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Pôr-do-sol no Guincho

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Praia da Adraga em contraluz

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O mar e a rocha, ainda na minha Adraga

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Janelas, Colares: a celebrar a vida

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Em Mértola para o Natal, capela de Nossa Senhora das Neves

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Ainda em Mértola: o crepúsculo

 

Não sou muito de balanços (à vida)! Continue reading

No próximo ano, talvez!

30 Dec

Luz

Temos sempre esperança no novo ano! Que ele seja melhor do que o ‘velho’. Do que acaba, mesmo quando este foi bom. E que mal há nisso?!

É preciso ambição, objetivos. Essa ambição que nos faz andar para a frente. Que nos faz cheios de esperança. E de coragem. E de resiliência.

Mesmo quando ele foi triunfante – o ‘velho’ ano – naqueles campos da vida que são os nossos pilares, queremos que o próximo seja melhor. E seja melhor em todos os cantos e recantos da nossa vida. Queremos ser felizes e bem-sucedidos de todas as formas. E que mal há nisso?

Temos sonhos que queremos ver realizados, planos de felicidade para além de um simples esboço. E queremos chegar lá, à meta, mesmo que isso implique um grande esforço.

Eu já viajei por tantos sonhos! Também houve tempos em que não me lembrava dos sonhos… mas acho que sonhava. Sonhava e não me lembrava dos sonhos. Acontecia tudo como nos sonhos que temos a dormir, e dos quais não nos lembramos às vezes, no outro dia ao abrir os olhos.

E houve outros tempos em que me esqueci que não bastava sonhar. Que é preciso criar as condições para que os sonhos se concretizem. E agora que já aprendi que é assim, às vezes experimento um enorme cansaço.

Mas no fundo ela está sempre lá, a esperança no novo ano. Que o novo ano seja melhor que o ‘velho’ ano. Que nele possamos realizar os nossos sonhos. Se assim não fosse, que lógica haveria em comer as doze passas, ao bater da meia-noite? Pelo menos doze sonhos, um para cada passa de uva, temos de ter.

E com que ambição não comemos nós essas passas, por vezes cerrando os olhos de forma a não perdermos um único sonho. Conheço gente que os escreve, os doze, num papelinho com caligrafia obstinada… não vá, à última da hora, não conseguir decifrar o sonho número sete ou número dois.

Eu nunca os escrevi. Os meus sonhos. Talvez devesse! Mas digo-os devagar, num discurso silábico. Entredentes, quando estou acompanhada. E para me assegurar que não sufoco quando dou um nome a cada um deles, dos meus sonhos, só uso passas de uvas sem grainhas.

Este ano (2013) já tenho as minhas passas de uvas pretas sem grainhas à espera da hora em que as vou saborear (à entrada de 2014), envolvidas em sonhos. E também tenho um novo pedido a fazer (os pedidos sãos as provas dos nossos sonhos). Mas continuo indecisa sobre a ordem que lhe vou dar.

Temos sempre esperança que o novo ano seja melhor, mesmo quando o que termina foi bom. Temos ainda mais esperança quando não foi. Que mais não seja porque achamos que merecemos mais ainda um bom ano. E, depois, seria uma questão de justiça!

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