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Psicoterapia: o que é e para que serve

13 Nov

psicoterapia

Hoje fala-se dela com naturalidade. A psicoterapia conquistou o seu próprio espaço como método de tratamento de problemas emocionais e psicológicos, estabelecido numa base de confiança que permite ao paciente falar nas suas dores e dificuldades ao psicoterapeuta.

“Na sua essência é um tipo especial de conversação e de relacionamento que tem um impacto significativo no autoconhecimento das pessoas, no seu relacionamento com o mundo, e no seu bem-estar”, observa a psicoterapeuta Rita Duarte.

É um apoio em situações de crise e momentos de sofrimento, “que requer ‘técnicas’ ou abordagens específicas. Este tipo de intervenção vai fazer com que “a pessoa passe a sentir e a pensar melhor os problemas que lhe trazem sofrimento” e a conhecer e otimizar os seus recursos pessoais.

Segundo Rita Duarte, pode dizer-se que a psicoterapia “é uma relação de ajuda”: o terapeuta ajuda o paciente e o paciente ajuda-se a ele próprio – “é uma espécie de autocuidado assente na auto-compaixão do seu próprio sofrimento”.

Serve “para explorar o funcionamento psicológico da cada pessoa, muitas vezes expresso em dificuldades que aparecem sob a forma de sintomas associados a mal-estar consigo próprio, com os outros ou na sua vida”

E transformar recursos pessoais em oportunidades, o que leva a interiorizar uma “atitude mais satisfatória na vida”, assegura. Sendo também mais uma forma de trabalhar “quadros já identificados como depressão e ataques pânico”, entre outras coisas, e, por fim, a trabalhjar e otimizar as relações – a conjugal e a familiar. (foto: do livro Como Gerir Conflitos Familiares, de Maria José Coutinho Barbosa, Ed Presença)

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Amar outra vez!

7 Oct

novo amor recortado

Uns duvidam. Outros acreditam que há amor depois do amor. Que é possível amar uma segunda (e uma terceira) pessoa, por mais ‘traumática’ que a primeira relação tenha sido. Ou o fim dela.

Mas mesmo os que acreditam na possibilidade de uma segunda história de amor, não estão livres de sentir medo. Têm medo de voltar a sofrer.

É natural. A psicóloga Ana Almeida explica que muitas vezes este medo permanece durante muito tempo. Mas à medida que a dor diminui, aumenta a vontade de arriscar. Volta-se a ter esperança e confiança que na próxima vez vai ser melhor

“Aprendemos com a experiência, e a vida vai-nos dando diversas oportunidades para vivermos cada vez melhor. Isto é, com menos sofrimento.”

Dificilmente se parte para a nova relação sem os ‘fantasmas do passado’. É verdade! Mas “não é limpo que se deve estar”, garante a psicóloga Antes conscientes do que se traz na mochila das relações anteriores”.

Deve-se aprender com a experiência, diz, e todas as relações anteriores podem “contribuir para que a próxima seja melhor, mais cuidada, mais trabalhada, mais investida”.

Quanto aos  ‘fantasmas do passado’, que podem prejudicar a nova relação,  aconselha que “devam ser falados e desmistificados” no seio da mesma.

Viver o presente é essencial, estando conscientes das expetativas e desses fantasmas do passado. E uma nova relação é uma nova oportunidade “para sermos mais quem somos e nos superarmos”, conclui Ana Almeida.

Linguagem positiva

19 Aug

rio recortado

Existe mesmo uma forte relação entre a forma como comunicamos e a qualidade das nossas relações. Pelo menos, esta é a conclusão de estudos na área da comunicação.

Posto isto, é possível dizer que o uso da “linguagem positiva é promotora de relações por sua vez positivas”, observa Catarina Rivero, psicóloga, coautora do livro Positivamente (Esfera dos livros).

Comunicar pela positiva é centrarmo-nos nos aspetos positivos, ter facilidade de elogiar e agradecer, explica, acrescentando que neste tipo de comunicação há espaço para o humor positivo: “rir com…”

Utilizando a tipologia proposta por alguns autores de que “as interações comunicacionais podem ser ativas ou passivas, e construtivas ou destrutivas, consoante a dinâmica entre os seus intervenientes”, a psicóloga diz que é a “comunicação ativo-construtiva a que mais se faz sentir em dinâmicas gratificantes para todos eles”

Como definir este discurso? Envolve alegria pelas vitórias do outro e reforço pela positiva. Neste contexto, a resposta de um homem à mulher que chega a casa e partilha com ele a felicidade de ter sido promovida será deste tipo: “ ‘Boa! Temos de celebrar! Tu mereces! És uma excelente profissional!’”.

De qualquer forma, as diferentes interações estão presentes em qualquer dinâmica relacional. O que faz a diferença é a predominância de uma.

Mas a importância do uso da linguagem positiva não se esgota na relação com o outro. É também essencial manter uma “linguagem positiva no nosso diálogo interno”, assegura Catarina Rivero.

Como? Cultivando o otimismo, que ajudará na motivação e realização de objetivos. Exemplifica: “face a um desafio, dizendo a nós próprios que temos competências suficientes para o superar, reconhecendo que só depende de nós, pelo que só temos que nos esforçar”.

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