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Procuro sentidos

25 Sep

noite com lua cheia

Ainda confusa com tudo à minha volta. As dificuldades de (re)adaptação. A tudo. A todos. Ao calor.  À aridez.  A mim aqui, que tem de ser diferente – e já é – de mim lá. No lugar onde fui feliz, mesmo nos dias em que o não fui!  Ainda confusa. Dividida entre vontades. O coração e a cabeça.

A dor maior já passou. Agora o pesar ondula como os montes no fio do horizonte, para lá do rio. Umas vezes, uma nova vida feliz parece possível. Outras vezes vai-se tudo, tudo é escuridão. E lá vou eu outra vez, vezes sem conta, a subir e a descer este carrossel de esperança/desesperança.

Tento criar-me. E criar a partir deste caos. Recuperar a criatividade perdida. Mas até ela deixou de responder à minha voz, às vezes! Outra, é verdade, quase damos as mãos. Mas ainda não chegámos lá. Ainda não recuperámos aquele intimismo antigo, de olho no olho, que dava vida às palavras.

E neste ondular vou procurando sentidos. O sentido da minha vida agora, neste lugar. E enquanto não o encontro, vou encontrando momentos de equilíbrio. Vou respirando e alcançando paz nos fins de tarde, nos crepúsculos magníficos, no céu cheio de estrelas e nas fases da lua. Ontem à noite, sobre o meu telhado, descobri Saturno em Sagitário. Horas antes, à saída do ginásio – na noite de princípio de outono que já tinha caído –, testemunhei o nascer da lua cheia, a lua fabulosa da fotografia.

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Da falta de inspiração

16 Sep

limoeiro

Agora falta-me a inspiração! Vivemos apartadas há longos meses, apesar da dor. Foi-se dissolvendo nela, a inspiração na dor, num movimento contrário do natural – há quem se sinta mais inspirado em sofrimento, e eu já tive fases dessas.

Sentia-a fugir um dia atrás do outro, tudo começou há muitos meses. Ao princípio eram momentos espaçados no tempo, um subir e descer de montanha, lentamente nos dois sentidos. Depois foi vertigem. E deixei-me arrastar sem inspiração, da escrita à cozinha.

Com cálculos puramente matemáticos, tecendo os dias. Racionalizei tudo. Não fiz o que quer que fosse para impedir esse curso de objetividade. E numa daquelas voltas na vida que eu não quis, fiquei amputada de asas que criam castelos.

E agora falta-me a inspiração!

Falta-me a inspiração, mas estou noutro estágio (do luto): algures entre a negociação (concentro-me em eventuais ganhos?!) e a prostração (falta-me esperança e tenho medo), num lugar frio e ventoso, incerto e devorador, no entanto, ao mesmo tempo, cheio de possibilidades criativas.

Afinal, também há dias assim. Dias em que eu sou capaz de acreditar.

Nevoeiro de março

28 Mar

Terça-feira de manhã, com nevoeiro sobre Lisboa

Confesso que fiquei confusa esta manhã, manhã cedinho, quando ainda a arrastar-me de sono abri a janela do quarto. Continue reading

A sonhar com o bom tempo

16 Mar

Café da manhã na esplanada

Quinta-feira, 16 de março. Acabamos de ultrapassar por um dia o meio do mês, o sol esteve hesitante por aqui, mais nuvens, e o frio voltou enguiçando os meus programas ao ar livre e projetos de dar a volta ao guarda-roupa. Continue reading

Um dia mais pertinho da primavera

1 Mar
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Árvore em flor na cidade

A partir de hoje, o primeiro dia de março, começo a contagem decrescente até ao início da primavera. Continue reading

Com os olhos (e a cabeça) nas nuvens!

25 Feb

nuvens-na-moldura

Tem potencial este sábado à tarde, com os olhos (e a cabeça) nas nuvens! Continue reading

Manhã cedinho

23 Feb

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Quinta-feira, 23 de fevereiro, manhã cedinho 7.50. Continue reading

Um dia novinho à minha espera

12 Feb
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A meio da tarde, o sol tentou romper o escudo de nuvens. Não conseguiu

Mais um dia, dos dias que terminam sem novidade. Continue reading

Todos os dias…

10 Feb
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Enquanto chove, ‘rezo’

‘Todos os dias, um dia de cada vez!’. Aqui está uma frase que soa bem em várias línguas – Continue reading

Se eu pudesse….

31 Jan
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O meu cantinho de leitura

Se eu pudesse era só isto, às vezes: Continue reading

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