Tag Archives: to decide

Em frente ao ecrã

1 Feb

Preguiçar

Único esforço: mudar de canal, através do controlo remoto. E não ficar em nenhum muito tempo. Se me perguntarem que programas passaram na televisão nas primeiras horas de sábado, não saberei dizer. Mas quando me sentei embrulhada na minha mantinha em frente ao ecrã, o objetivo era mesmo esse: preguiçar um pouco, tentando organizar as ideias. Faço muitas vezes este exercício em frente à televisão, quando as propostas são obsoletas ou pouco interessantes. E eu tenho de tomar decisões. Mas nem sempre funciona! E a ‘culpa’, claro, não é da caixa que mudou o mundo. Esta madrugada não encontrei respostas!

Advertisements

A arte de bem decidir

16 Dec

TDecidir

Apesar da maior parte das tomadas de decisão “serem muito automáticas”, como afirma a psicóloga Catarina Rivero, há muitas situações em que vale a pena “parar e refletir sobre as diferentes possibilidades” que se apresentam.

É bom compreender o que estamos a sentir nesses momentos e considerar o que nos move em cada decisão, garante. Posto isto, a psicóloga explica o que poderá ser útil na arte de bem decidir:

• Evitar decisões no calor do momento

• Compreender os valores que o/a movem nessa decisão concreta

• Considerar a importância da decisão e resultados (para si)

• Identificar as expectativas e o seu significado

• Identificar o impacto da decisão a nível individual e relacional

• Considerar os seus padrões habituais de pensamento e ação, seus benefícios e limitações

• Ter presente a sua experiência passada em outros processos de decisão em que se tenha sentido satisfeito

• Ter presente aprendizagens feitas em outros momentos de tomada de decisão, em que o processo tenha sido menos do seu agrado

• Considerar as diferentes perspetivas da situação – pelo que poderá ser útil conversar com outras pessoas

• Agir de acordo com a estratégia que, após a reflexão e partilha, sentiu ser a mais adequada.

Tomar decisões

9 Dec

TdecisaoAo longo dia, tomamos várias decisões sem nos darmos conta. São decisões simples.as mais complexas, como ter de decidir algo que pode mudar-nos a vida, prendem a nossa atenção.

Porque têm um risco associado, pedimos ou pedimo-nos mais tempo para refletir. Talvez por isso, acreditou-se que a tomada de decisão era um ato de natureza racional (daí o conselho: só se deve tomar decisões de cabeça fria). Até que o neurologista Manuel Damásio provou que ela acontece no cérebro, e emoção e razão estão igualmente ativas no momento de decidir.

“É um processo que ocorre entre a emoção e a razão”, defende a psicóloga Catarina Rivero. A tomada de decisão “tem muito de intuitivo”, mesmo quando “consideramos que é totalmente racional”. A racionalização vem depois, “para criar uma narrativa que justifique essa decisão”, perante nós próprios.

Mas a nossa “intuição nem sempre estará correta e a lógica, que procuramos, isenta como nos parece”, diz. “Do ponto de vista emocional somos influenciados pelas nossas experiências passadas, expetativas de futuro, e o estado emocional do momento”.

Isto é, há a possibilidade de nos “sentirmos pressionados pelas circunstâncias” do instante. Ou sermos “assaltados por emoções” que estiveram presentes num processo de tomada de decisão semelhante, no passado.

As expectativas e importância atribuídas ao que se coloca, “vão também influenciar” a forma como a sentimos, olhamos, e depois decidimos.

Por outro lado, “tendemos a perceber as situações a partir de padrões de pensamento”. O que pode ser bom, pois permite-nos “criar automatismos úteis” para muitas decisões simples do dia-a-dia, como escolher a roupa para vestir ou o menu. “Facilitam-nos em tempo e raciocínio.”

Mas também pode ser menos bom, fazendo com que “recorrentemente estejamos enviesados a partir de armadilhas do pensamento”. Algumas vezes “estaremos a considerar uma única perspetiva,  procurando confirmar a nossa ideia ou feeling inicial”. Ou “a justificar uma escolha em detrimento de alternativas” que surjam, com implicações mais evidentes nas decisões mais complexas.

Seja como for, “é bom compreender o que estamos a sentir e considerar o que nos move em determinada decisão”, conclui Catarina Rivero, esclarecendo que sentimo-nos bem com as nossas escolhas mesmo que o resultado fique aquém das espetativas, quando entendemos que elas tiveram sentido. Quando decidimos de acordo com os nossos valores e com o que acreditamos ser correto nesse momento.

%d bloggers like this: