Tag Archives: Winter

Quase um mês depois.

23 Dec

Por uma razão ou outra, vou somando ‘páginas’ em branco. Num dia, não escrevo porque não fiz a foto para ilustrar o texto, não me sinto inspirada ou não tenho tempo (raios, que desculpa sem sentido!). No outro, convenço-me que tenho tanto frio que só me apetece ficar enroscada na mantinha, lã sobre os dedos das duas mãos que fogem do teclado.

E os dias correm. Fogem pelo outono adentro, diminuindo em luz lá fora. E agora já é inverno, acabado de chegar. E há sol, depois do nevoeiro. E é quase natal.

Um mês de ausência e tanta coisa mudou! Novas aprendizagens e encontros, passeios por aí, num namoro com a natureza que me faz bem e às vezes acalma – observar, observar, inspirar-expirar, deixar ir: sorrisos e lágrimas. Ouvir os pássaros que ficaram para além do verão, os galos nos montes, as vacas e as cabras que comem erva distraídas. E às vezes há um riacho que se entusiasma entre pedras e loureiros-rosa. E eu quase me entusiamo com ele, mergulhando no verde com o corpo todo, e a alma. Tanta coisa boa! E, no entanto, tanta estranheza! Tanto cansaço da viagem que não quis!

Advertisements

Dias a preto e branco

5 Mar
?

Domingos a duas cores

Domingo adentro cheio de inverno. Na cor do dia: cinzento, apesar de uma ou outra tentativa tímida de sol. Continue reading

Vamos lá pôr um pouco de cor neste céu cinzento!

9 Feb

?

?

?

?

Arte urbana na Avenida Fontes Pereira dee Melo

A pé, do Saldanha até ao Marquês (de Pombal) redescobrindo Lisboa. A cidade. Sempre com a curiosidade da primeira vez, a atenção nos pormenores, o interesse que nunca acaba, a surpresa de deixar-me surpreender. Gosto desta arte urbana ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo, que em dias cinzentos dá um pouco de cor ao céu! Foi assim de manhã, agora já chove. Afinal, ainda é inverno! ♥♥♥

Janeiro cinzento, com chuva

10 Jan
?

Por janeiro, na cidade

Dias estranhos esses que emolduraram o meu natal. Sem glória nem paz. Continue reading

O inverno chegou mesmo!

23 Dec
?

Manhã de inverno

Têm-me parecido enormes estes primeiros dias de inverno, cinzentos e frios. Continue reading

Bom dia, inverno

21 Dec

primeiro dia de inverno

Primeiro dia de inverno. Frio, muito frio, com sol quente. Um dia lindo, transparente, seco. O mais pequeno do ano, o último de sagitário. Os piores dias estão para vir. Não gosto dos rigores do inverno, da chuva e do vento a soprar à minha janela. Não simpatizo com janeiro ou fevereiro, fico inquieta à procura do primeiro botão de amendoeira. A única a vantagem é que depois deste dia curtinho, os que vem são para crescer. Até ao Natal não se vai perceber, mas depois dos Reis eu costumo sentir a diferença. Ao princípio ainda não é na luz, na claridade, é no ar que se respira – é menos denso, mesmo que haja frio, ou chuva. Enquanto esse respirar não chega, vou viver o Natal no calor da casa, a da família, entre mimos e lembranças boas de outros tempos. Momentos e memórias que se agarram ao branco da cal das casas brancas, que vivem na minha memória, no meu coração, na minha pele

Mais um dia de chuva

11 Feb

choveu

Tudo encharcado. Que desalento! Movo-me apertada em tanta roupa (camada sobre camada), por baixo de uma gabardina justa com capuz. Abrindo e fechando o guarda-chuva. Estou exasperada! Não aguento mais este inverno, esta chuva, este frio…

Não gosto de janeiro!

4 Jan

O inverno mata-me! E depois não gosto do mês de janeiro. E não é só por causa da chuva! Esse é o menor dos problemas. Sobretudo se não tiver de sair de casa. É a atmosfera dos dias cinzentos e terrivelmente húmidos, que ameaça colar-se à minha pele. E isso contraria-me.

Não há beleza em janeiro, pelo menos antes do dia 15. Depois do Natal (vamos lá, do Ano Novo) bem que podíamos entrar logo na Páscoa. No tempo dos jacintos em flor, que os anjinhos das procissões costumam levar nas mãos. Ao mesmo tempo colocadas em oração. Não sei como conseguem tal proeza, visto a esta distância. Mas eu própria passei a prova com distinção quando tinha apenas sete anos. É a quietude antes da tempestade… três anos depois,  decidi que não queria participar em mais acontecimentos religiosos. Para grande desgosto da minha mãe. Mas guardei o cheiro dos jacintos em flor.

Não há beleza em janeiro. Pelo menos até ao dia 15, quando os dias começam a crescer. Uma nesguinha de luz ao final da tarde. Mas eu renasço mesmo é em março. Até lá é esta canseira. Com a água pelos joelhos, a abrir e fechar guarda-chuvas.

E a humidade a insinuar-se por todo o lado. Ter de enfrentar as paredes húmidas do edifício em frente. E os troncos húmidos das árvores, por baixo da minha janela. Ter de suportar a humidade da rua, mal ponho o pé fora de casa. Até lá é este querer ir ao cinema, a uma exposição e ao teatro, e não me apetecer atravessar a cidade. O inverno mata-me. E janeiro contraria-me.

Últimas horas de outono

21 Dec

Folhas

Frio, muito frio lá fora. E cá dentro, não fosse a minha mantinha quentinha e o aquecedor que vou ligando e desligando – numa tentativa de poupança provavelmente inútil –, e as chávenas de chá que vou bebendo

E o tempo passa tão depressa! São as últimas horas de outono a galopar ao encontro do natal.

O sol voltou a acariciar Lisboa, mas no ar há qualquer coisa diferente. Será o cheiro do frio ou a imagem das folhas das árvores desbotadas, agora acumuladas nos passeios?

E talvez não seja nada disto. E apenas eu … a tentar respirar!

%d bloggers like this: